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Catarina Furtado recorda episódios de violência física: “Foi aí que decidi nunca mais me calar”

A apresentadora assinalou o Dia Internacional para a Eliminação da Violência sobre as Mulheres.

Catarina Furtado assinalou o Dia Internacional para a Eliminação da Violência sobre as Mulheres, 25 de novembro.

Num vídeo publicado nas redes sociais, a apresentadora recordou: “Eu era criança, ainda, vivia no Bairro Alto, e foram vezes demais que da minha janela, de um baixo primeiro andar, assisti na rua a muitos episódios angustiantes de violência física. Percebi então mais tarde que também existia a violência silenciosa. Foi aí que decidi nunca mais me calar“.

“Enquanto voluntária, enquanto embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, enquanto fundadora e presidente da Associação Corações Com Coroa, enquanto documentarista de programas de televisão, enquanto mulher, mãe, promotora e protetora dos direitos das meninas, raparigas e mulheres”, prosseguiu.

“Hoje inicia-se um calendário de 16 dias de ativismo que termina no Dia Internacional dos Direitos Humanos, a 10 de dezembro, para chamar a atenção para este terrível flagelo. De acordo com a ONU, em 2021, a cada hora, mais de cinco meninas ou mulheres foram mortas por alguém da sua própria família. De todas elas que morreram de forma intencional, no ano passado, em todo o mundo, cerca de 56% foram vítimas dos seus parceiros íntimos ou de outros membros próximos. Para muitas mulheres, afinal, a casa onde moram não significa um lugar seguro“, explicou.

No nosso país, em Portugal, nos últimos dois anos, 44 mulheres não sobreviveram à violência doméstica. A violência contra mulheres e meninas é a violação dos Direitos Humanos mais comum em todo o mundo e está de facto enraizada na desigualdade, na discriminação de género, em relações desiguais de poder e em normas sociais nocivas. Nós não podemos assobiar para o lado. Todos e todas seremos cúmplices se não agirmos perante estes números”, acrescentou.

Este é o momento para focar também a atenção nos agressores. Este é o momento de dizer às sobreviventes que são umas verdadeiras heroínas, e que não aceitamos mais continuar a contar vítimas que ainda por cima são quem normalmente mais se expõem para tentar erradicar uma realidade vergonhosa que é da responsabilidade de toda a sociedade, de todos nós”, rematou.

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