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Dia Internacional da Mulher – AS MULHERES SÃO MÁS!

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Hoje assinala-se o dia internacional da Mulher, mas não vejo quaisquer razões para celebrar. Nós, mulheres, somos a força motriz do mundo, e simultaneamente, uma merda umas para as outras. Parece paradoxal, não?
Ninguém fala sobre isto, apenas de uma suposta “solidariedade feminina” que, existe, deve andar tão escondida que ninguém lhe põe a vista em cima. A verdade pura e dura é que nós, mulheres, somos umas cabras umas para as outras. No trabalho, nas amizades, no dia a dia. Desde o berço que somos ensinadas que “a outra” é o alvo a abater. Que temos de ter cuidado com a Carlinha, porque nos pode roubar o namorado. Que a Soninha é uma peneirenta, que a Maria é gorda e a Sofia maria-rapaz.

Criamos grupetas, umas contra as outras, classificadas por pesos, estilos, gostos. Dizem-nos, desde cedo, que temos de ser as mais bonitas, as mais bem comportadas. Que as meninas boas vão para o céu e as más para todo o lado. E, por muita vontade que tenhamos de ser más, fingimos ser boazinhas. Pata sermos melhores que as más. E assim chegamos à idade adulta. E é aí que as coisas se tornam mesmo feias. “Ela já dormiu com não sei quantos gajos, é uma puta!”; “Não quer ter filhos? Coitada, se calhar não pode!”; “Já viste como está gorda? Não sabe fechar a boca!”; “Se desse atenção ao marido ele não lhe punha os cornos!”; “Desde que foi mãe nunca mais fez nada de jeito no trabalho!”; “Já viste aquela roupa? Péssima!”

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Quantas vezes já ouvimos isto? Quantas vezes já dissemos isto? Quantas de vós já pronunciaram estas frases ao pé dos vossa filhos? Costumam dizer que o mundo seria muito melhor se fosse governado por mulheres. Discordo: acho que seria ainda pior do que é. Rapidamente assistiríamos à III Guerra Mundial, provavelmente despoletada por uma qualquer razão mesquinha como uma peça de roupa emprestada que não foi devolvida ou por uma sms por responder. Acho que nós, mulheres, ainda não percebemos o essencial: enquanto nos continuarmos a odiar não vamos a lado nenhum. Enquanto continuarmos a olhar umas para as outras como o inimigo, seremos sempre o elo mais fraco. Há solidariedade a menos e futilidade a mais.

Há compaixão a menos e cobranças a mais. As mulheres são as primeiras a apontar o dedo às outras pela situação em que estão. Nunca mais me esqueço de ouvir uma mulher, sofisticada e elegante, dizer sobre outra, também sofisticada, cujo caso de violência doméstica tinha vindo a público: “se ela levou durante tantos anos é porque devia gostar!”.
Se assim pensam as mentes esclarecidas, como pensarão as outras?
Eu gostava de ainda estar cá para ver uma nova geração de raparigas que fossem bondosas umas com as outras. Que fossem verdadeiramente amigas e não apenas parceiras de cabeleireiro e de compras. Gostava. Mas adivinho que será difícil.

[highlight]Texto escrito por[/highlight] A GAJA – Página de Facebook Oficial

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