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Miguel Sousa Tavares apoia trabalho obrigatório para beneficiários de subsídios: “Estou absolutamente de acordo”

"A população está a regredir": Miguel Sousa Tavares alerta para o colapso da Segurança Social

No podcast «Miguel Sousa Tavares de Viva Voz», o cronista defendeu a proposta do Governo de criar uma prestação social única com obrigações laborais.

No mais recente episódio do podcast «Miguel Sousa Tavares de Viva Voz», do Expresso, o cronista analisou de forma incisiva os principais desafios estruturais que Portugal enfrenta, elegendo a demografia e a atitude perante o mercado de trabalho como os eixos centrais do seu diagnóstico. O jornalista debruçou-se sobre os dados estatísticos mais recentes e manifestou uma forte preocupação com o envelhecimento da população, ligando diretamente a sustentabilidade financeira do país às políticas de apoio social.

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Para Miguel Sousa Tavares, a quebra demográfica é uma realidade alarmante que ameaça o futuro coletivo. “A baixa natalidade é um facto, é um facto estatístico, demonstrado“, sublinhou, recordando que a Comissão Europeia alertou recentemente Portugal para os riscos de uma taxa de fecundidade que se fixa nos 1,1%, muito abaixo do limiar de renovação das gerações, estabelecido nos 2,1%. O cronista alertou para a velocidade desta regressão, afirmando que “nós arriscamos, mesmo com os imigrantes, no ano 2050 a segurança social não ter sustentabilidade financeira“, rejeitando ainda os cenários traçados por André Ventura, que a seu ver antecipariam o colapso para 2040. “É uma sociedade sem filhos e isso é dramático a todos os níveis“, reforçou, exemplificando com o fecho de escolas e a proliferação de alunos únicos.

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Face a este cenário, Miguel Sousa Tavares defendeu que qualquer executivo atento deve colocar a natalidade como a prioridade número um, sugerindo uma articulação estreita entre políticas natalistas e o controlo das contas públicas e, foi neste contexto que Miguel Sousa Tavares manifestou o seu alinhamento com a nova proposta do Governo liderado por Luís Montenegro, que visa fundir várias prestações sociais numa única, associando-lhe a obrigatoriedade de prestação de trabalho comunitário. “Quanto aos portugueses não gostarem de trabalhar, é uma coisa com que eu me deparo todos os dias“, afirmou, acrescentando: “Eu estou de acordo com a proposta do governo, dos beneficiários da futura prestação social única terem que desenvolver trabalho de solidariedade social até 15 horas por semana.

O jornalista justificou a sua posição com base no impacto social e psicológico da dependência prolongada de apoios estatais. “Estou absolutamente de acordo, não apenas porque há muita gente que de facto se encosta aos subsídios e não faz nada, como essa gente perde hábitos de trabalho, hábitos de vida em sociedade e perde a noção de que a coletividade é uma coisa que nos dá, mas que também tem que receber da nossa parte“, argumentou.

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Miguel Sousa Tavares apontou o exemplo do Reino Unido, onde existem cidadãos com mais de 50 anos que nunca trabalharam, qualificando essa realidade como “altamente perniciosa” para a economia e para os próprios indivíduos.

No seu entender, se o plano for bem executado pelas autarquias, poderá suprir faltas crónicas de mão de obra em setores essenciais como a agricultura, as pescas, a hotelaria e o cuidado de idosos, promovendo a reinserção social através de contratos de trabalho estáveis.

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