1ª companhia: Filipe Delgado declara-se a cara conhecida e apreciada pelo público
O desabafo de Filipe Delgado na "1ª Companhia" sobre o homem que ninguém consegue não gostar
Filipe Delgado e Rui Freitas encontraram um refúgio na partilha de memórias e entre recordações do Festival da Canção e dos prémios Play, houve espaço para uma declaração de admiração.
Numa conversa franca entre recrutas, Filipe Delgado, que se tornou um dos rostos mais acarinhados desta edição, deixou de lado a postura de combate para recordar as origens da sua carreira e a importância das amizades no meio artístico.
O momento de maior emotividade surgiu quando o nome de Jorge Guerreiro, finalista do Big Brother Famosos 2022, veio à baila e, para Filipe Delgado, o colega de profissão é muito mais do que um nome nos tops de música popular “Isto foi em 2010, foi quando eu conheci o Jorge Guerrero. Abraço para o Jorge Guerrero, que é um querido, é um ‘ganda’ ser humano, ‘ganda’ Jorge. Amo o Jorge”, confessou o recruta a Rui Freitas.
A resposta do companheiro de farda foi imediata e de consenso: “Quem é que não gosta dele?” e Delgado reforçou a ideia, sublinhando a unanimidade em torno do cantor: “Acho que não há ninguém que não goste do Jorge Guerrero. Amigo, amigo, ainda não cantaste a tua música, mas vamos cantar. Mais logo, que agora a gente está rouca”.
Para lá das amizades, a conversa serviu para Filipe Delgado recordar o ponto de viragem na sua vida pública, quando participou numa semifinal do Festival da Canção, numa indústria muitas vezes vista como impenetrável, o apoio do público surpreendeu-o na altura “Nesse ano, só passavam seis de cada semifinal. E eu, salvo erro, fiquei em oitavo. Tive 900 e não sei quantos votos. 900 votos de uma pessoa que ninguém conhece de lado nenhum. Estás a ver? Eu fiquei assim: está cumprido”, explicou o recruta, revelando como esse momento validou o seu esforço “Após o Festival da Canção, por incrível que pareça, que eu nem cheguei à final, abriram-se várias portas. Tu acreditas nisto?”.
Rui Freitas aproveitou o momento para destacar a evolução do mercado musical em Portugal e a recente valorização de géneros anteriormente esquecidos pelas grandes premiações. O recruta recordou a nomeação para os prémios Play, num painel onde figuravam nomes como Toy e Rui Bandeira “Abriram a categoria [de música popular] o ano passado, há dois anos. E no segundo ano nós ficámos selecionados. Foi tu, foi o Toy. O Toy ganhou, e muito bem. Mas só a experiência de lá estar e de seres nomeado, incrível”, partilhou Rui.
A curiosidade de Filipe Delgado estendeu-se até ao plano internacional, mencionando os IPMA (International Portuguese Music Awards): “E o Zipma [IPMA]? Pelo que a Paulinha me explicou, acho que tem que ser de novembro a novembro”.
Enquanto a farda for o uniforme diário, Filipe Delgado e Rui Freitas parecem decididos a usar o tempo de antena para dar voz a um setor que, tal como a vida no quartel, exige resiliência e camaradagem.
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