“A Kina está ‘quinada’”: O braço de ferro entre a idade e a autoridade na 1.ª Companhia
Quando a liderança militar choca com a "mãezinha" do quartel
Entre a exigência de igualdade e o recurso ao argumento da idade, a recruta Kina parece “chapinhar” numa incoerência que beneficia a liderança de Soraia Sousa.
A disciplina militar não reconhece faixas etárias, apenas divisas e, na “1.ª Companhia”, a liderança de Soraia Sousa está a testar a resistência dos recrutas, nomeadamente com Kina no centro do furacão. Entre a exigência de ser tratada como igual e o recurso à “cartada da idade” quando a ordem sobe de tom, a caserna vive um clima de rebelião latente que os comentadores classificam como uma “incoerência de posicionamento”.
No quartel da TVI, o relógio não para e Soraia Sousa, a recruta da semana, parece ter compreendido a urgência da missão. Ao impor horários para a utilização da “Casa de Banho”, a líder encontrou resistência em Kina, que não lidou bem com a assertividade da colega. Para Adriano Silva Martins, a postura de Soraia é irrepreensível: “Acho que muito bem a Soraia porque é verdade que ela é recruta da semana, tem umas funções específicas. Da forma como os colegas estão a aceitar como líder, talvez não esteja a correr tão bem“, observou o comentador, notando que existe uma dificuldade em aceitar a autoridade, especialmente quando esta provém de uma mulher jovem.
O ponto de rutura aconteceu quando Kina, ao sentir-se confrontada, recorreu ao argumento da senioridade. Marta Gil foi contundente na análise a este “truque” retórico: “É muito engraçado a Quina puxar esta cartada da idade constantemente num programa de televisão, onde ela sabe para onde vai. Ela não pode fazer isto“, afirmou a comentadora, questionando a lógica de quem entra num formato de igualdade absoluta para depois exigir deferência pela idade: “Ela sabia que ia estar num programa com pessoas mais novas do que ela e provavelmente ia ter que acatar ordens dessas pessoas“.
A apresentadora Marta Cardoso reforçou a confusão que o posicionamento de Kina gera no espectador, apontando a dualidade da recruta: se por um lado pede que não tenham “piedade” por ser capaz, por outro exige respeito pela forma como se dirigem a ela devido aos anos de vida. Adriano Silva Martins subscreveu a tese da falta de norte estratégico da concorrente: “Aquilo que está a acontecer à Quina é que ela está a ser altamente incoerente no seu posicionamento. O problema é quando ela puxa a cartada da idade, que é cavalo cansado“, vaticinou, acrescentando com ironia que “a Kina está quinada” por se meter em “poças” que não lhe pertencem.
A figura da “mãezinha de todos” parece estar a desmoronar-se sob a pressão da recruta. Marta Gil descreve este arquétipo como uma fachada que cai mal alguém sobe o tom: “Ela quer sempre ser a amiga-mãezinha de todos até haver alguém que fale num tom que ela não gosta. Porque aí ela deserda aquele filho“. Com o domingo à porta e o cheiro a “pólvora” no ar, resta saber se Soraia Sousa conseguirá manter a postura perante as vozes de rebelião ou se a “superioridade” acabará por ser o seu calcanhar de Aquiles num jogo de afetos e egos.
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