“Acho que é honesto da parte dele”: Toy defende atitude de Diogo no Secret Story
O cantor esteve em direto no Noite das Estrelas e avaliou o fim do namoro com Eva. Para o comentador da CMTV, é normal as pessoas desapaixonarem-se e o escândalo deve-se apenas à exposição televisiva.
Ainda na emissão do Especial Noite das Estrelas desta madrugada, o cantor Toy juntou-se ao painel para comentar o mediático triângulo amoroso entre Eva, Diogo e Ariana.
O artista confessou não acompanhar o Secret Story 10 assiduamente, mas avaliou a situação com base nas informações que lhe foram transmitidas sobre a estratégia inicial do ex-casal.
Para o comentador da CMTV, o acordo firmado entre os dois nortenhos antes de entrarem na casa foi o grande causador do desfecho: “Bom, há aqui três formas diferentes de olhar para a questão. A primeira questão é que de facto, se antes de entrar no programa disseram que: ai, tu podes ir dar um beijinho, podes fazer uma coisinha, não sei o quê, a gente faz de conta. E, portanto, a partir daí, eu acho que abriu um precedente de as pessoas entrarem numa casa e poderem brincar um bocadinho com outras pessoas para ninguém desconfiar daquilo que era o segredo deles.”
Leia também: Audiências de sábado: TVI fora do Top 8 com a SIC com o programa mais visto
Avaliando o cenário de fora, Toy defendeu que o fim da relação era inevitável após essa margem de manobra: “Ou seja, se já entraram no intuito de: podemos fazer assim um bocadinho, desviarmo-nos um bocadinho e tal, arranjar alguém para dar audiências e para conseguirmos controlar o nosso segredo de não sermos juntos ou de não sermos um casal, a partir daí abriu-se o precedente. Esse precedente fez com que o rapaz conhecesse alguém e que achasse muita piada a uma determinada pessoa e a coisa aconteceu.”
Contrariando as críticas gerais à postura do concorrente, o artista elogiou a sua frontalidade: “A partir do momento em que ele quebra ou acaba com o relacionamento com a namorada, digamos assim, portanto, eu acho que é honesto da parte dele acabar o relacionamento com alguém porque começou um relacionamento com outra pessoa. Agora, isto televisionado claro que tem outra dimensão. Agora vejamos na vida pessoal: nós temos um relacionamento com alguém, apaixonamo-nos por outra pessoa e dizemos àquela pessoa com quem estamos: já não quero nada contigo porque já tenho outra pessoa. Isto em dias normais, em relacionamentos normais da vida, isto pode acontecer e portanto não é condenável.”
Leia também: Cláudio Ramos foge da fama e assume lado antissocial: “Eu procuro o isolamento por natureza”
Apesar de reconhecer o lado de Eva, Toy manteve a sua posição sobre a naturalidade do processo: “Dentro de uma casa, provavelmente agora falamos de: coitada da miúda que está a olhar por ele, ele agora está com a outra e realmente temos alguma pena e não gostávamos que isso acontecesse com uma filha, com uma familiar, etc. Mas a verdade é que, se não fosse dentro de uma casa, seria perfeitamente normal. Eu estou contigo, desapaixono-me por ti, apaixono-me por outra pessoa e acabei o meu relacionamento. Portanto, eu acho que é normalíssimo.”
A apresentadora Maya interveio para questionar a profundidade e a velocidade destes novos sentimentos, lembrando o contexto de isolamento: “É que estando todos dentro de uma casa, e eu penso que dentro de uma casa a dimensão deve ser muito maior, uma casa de paredes fechadas com todos os olhares, é tudo muito rápido. É uma relação que começa rapidamente, é outra que acaba rapidamente. Não há aqui uma avaliação de sentimentos, é tudo muito rápido, é tudo muito instantâneo, é tudo muito mecânico. Onde é que fica o amor?”
O cantor respondeu à anfitriã justificando a inconstância com a tenra idade dos intervenientes: “Mas ó querida, aos 22 anos é muito difícil nós termos a noção exata daquilo que é o amor. Talvez por isso os relacionamentos entre pessoas mais jovens não tenham uma continuidade e uma, digamos assim, uma forma mais firme de ter um relacionamento. E por isso às vezes as pessoas acabam por encontrar o amor muito mais tarde, o verdadeiro amor.”
A rematar a sua análise, Toy deixou uma reflexão sobre a maturidade emocional: “Eu acredito no amor dos jovens, mas acredito muito mais no amor quando é consistente e quando as pessoas têm uma vida vivida e percebem exatamente que além do corpo, além do saber rir, além de achar piada, há muito mais para além disso. O amor é muito mais do que sexo, o amor é muito mais do que o apreciar de um corpo. O amor é amar a pessoa na sua integridade. E, portanto nessas idades eu percebo que as pessoas se deixam deslumbrar.”