1ª CompanhiaGeral

Adriano Silva Martins analisa fim do programa: “Isto é só um aperitivo comparado com o serviço militar obrigatório”

A grande final da '1.ª Companhia' é já esta sexta-feira. No Diário, Marta Cardoso e o comentador analisaram o peso emocional das últimas horas na caserna, comparando a experiência militar aos reality shows tradicionais onde "não tens mais nada para fazer".

A contagem decrescente para a grande final da 1.ª Companhia, que acontece já esta sexta-feira, dominou a emissão do Diário de hoje.

Marta Cardoso recebeu em estúdio Adriano Silva Martins e Manuel Melo, o recruta mais recentemente expulso, para analisarem os últimos momentos de convivência na caserna e o impacto psicológico que o regresso à realidade terá nos finalistas após quase dois meses de isolamento e disciplina militar.

A apresentadora abriu a emissão focada no sentimento de despedida que já se faz sentir entre os concorrentes, usando o exemplo de um dos recrutas para ilustrar a carga emocional do momento. Marta Cardoso comentou: “Estamos aqui mesmo nas últimas horas, Adriano. Começa a nostalgia, eu diria, a tomar conta aqui de… Percebemos aqui por esta conversa do Filipe que faz aqui quase uma viagem que para trás eu não conseguia chorar no princípio, eu não me conseguia libertar. É difícil, e já vamos saber também com o Manuel, fazer esta transição tão rápida entre o que é uma vida militar durante tanto tempo e de repente voltar para o mundo real, que quer que seja o que se espera”.

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Adriano Silva Martins concordou com a análise e anteviu dificuldades na readaptação dos concorrentes, dada a especificidade da rotina que viveram e afirmou: “Eu acho que lhes vai custar muito, porque é verdade que eles estão ali habituados a uma rotina muito própria… Muito intensa, uma rotina militar. Eles estão há sete semanas… Para oito semanas ali completamente fechados”.

Para o apresentador do V+ Fama, este formato distingue-se radicalmente de outros programas do género devido à exigência das tarefas e à hierarquia, o que cria um vazio maior aquando da saída. Adriano explicou as diferenças: “E não é a mesma coisa de tu estares dentro de uma casa fechada, que não tens mais nada para fazer, do que estares a discutir com pessoas, do que estares ali com uma rotina diária, com os novos hábitos. Os hábitos de disciplina, de arrumação, de esforço físico, de teres os seres superiores que te dão ordens e que te dão a pauta todos os dias”.

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Adriano Silva Martins fez ainda um paralelo histórico com a experiência de gerações anteriores, acreditando que, tal como acontecia antigamente, os recrutas acabarão por valorizar a dureza da experiência: “Isto é uma experiência que marca muita gente que não queria fazer, da geração de meu pai e para baixo, que não queria fazer o serviço militar, depois agradeceu sempre por ter feito o serviço militar. E, portanto, acho que isto é só um aperitivo comparado com o serviço militar obrigatório naquela altura, mas acho que eles vão sentir falta de tudo isto”.

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