Geral

Adriano Silva Martins expõe a colossal divisão na Família Real: “Ficou completamente sozinho no julgamento”

Harry chorou em tribunal ao recordar o sofrimento de Meghan Markle, mas não teve o apoio do pai nem do irmão. O apresentador revelou que a família "aranjou compromissos" para estar longe de Londres durante a visita do Duque.

A recente passagem do Príncipe Harry por Londres, onde marcou presença no tribunal para o julgamento contra a imprensa sensacionalista, foi o tema de destaque no painel do V+ Fama.

Adriano Silva Martins, acompanhado por António Leal e Silva, Cláudia Jacques e Guilherme Castelo Branco, analisou o isolamento a que o Duque de Sussex foi votado pela própria família, num momento que expõe a fratura profunda na monarquia britânica.

António Leal e Silva foi perentório na sua crítica, classificando a postura de Harry como uma falha grave na sua formação institucional e pessoal. O comentador sublinhou que, independentemente dos conflitos, a família deveria ser o pilar central: “Esse caso do Harry e da Meghan é gravíssimo. Como é que este miúdo, que supostamente devia ter tido uma educação e uma formação seríssima e corretíssima, faz isto? Para todos os efeitos, ele está na linha de sucessão. Se acontecer algo ao irmão, é ele o que vai suceder, e ele tem de estar preparado. Tudo o que este miúdo tem feito é muito complicado. A este nível, volto a repetir, a família é tudo o que nós temos. É a família que nos apoia e que nos agarra.”

Adriano Silva Martins reforçou a ideia do abandono, relatando que a presença de Harry na capital britânica provocou uma debandada geral dos restantes membros da Realeza, que evitaram qualquer cruzamento com ele: “Isto já chegou, no caso do Harry, a um ponto tão gigante que a divisão entre a família é colossal. Ele esteve na semana passada em Londres e ficou completamente sozinho no julgamento. A família saiu toda de Londres, todos arranjaram compromissos. Ele foi ao julgamento contra a imprensa, um processo que moveu por causa da Meghan, e ainda chorou em tribunal pelo mal que a imprensa fez à mulher.”

Outro ponto quente do debate prendeu-se com o destino da indemnização milionária que Harry poderá receber caso vença o processo. António Leal e Silva lançou a dúvida sobre se o Príncipe seguirá a tradição real de solidariedade ou se optará pelo lucro pessoal: “Agora temos de estar atentos em relação ao que ele ganhou. Vamos ver o que vai ser feito ao valor que eles pediram pela criminalização. Vamos ver se ele continua na senda da Família Real Britânica quando teve problemas, em que o valor era sempre entregue a instituições de caridade para ajudar alguma situação, ou se ficam eles com ele. Isso é muito importante estarmos atentos para ver qual vai ser a reação.”

O apresentador Adriano Silva Martins contrapôs, lembrando que Harry “tem o direito de ficar com esse valor”, mas António Leal e Silva foi implacável na resposta ética: “Ele tem direito, mas não deve. Por ele poder, pode. Pode, mas não deve. Se ficar com o dinheiro, cortaria aqui o modus operandi até ao momento.”

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo