1ª CompanhiaTVI

Adriano Silva Martins recusa o título ‘vilã’ para Andrea Soares da 1ª companhia

Adriano Silva Martins defende a autenticidade: prefere pessoas 'com contornos'

Entre o “nascer patrão” e a “personalidade com contornos”, Adriano Silva Martins, no “Diário”, defende que a realidade é tudo menos a preto e branco.

Esqueçam a caricatura do vilão de serviço e da vítima indefesa, pois na “1.ª Companhia”, o novo quartel-general da TVI, as fardas podem ser uniformes mas os temperamentos recusam a padronização. No último “Diário”, o painel de comentadores liderado por Nuno Eiró lançou um olhar clínico sobre a humanidade crua de Andréia Soares e Rui, defendendo que o que vemos no ecrã não são personagens planas, mas “seres humanos a serem seres humanos”.

A dicotomia entre o bem e o mal, tão cara aos formatos de reality show do passado, parece não ter lugar na análise de Adriano Silva Martins. Para o comentador, o fascínio do programa reside precisamente na imperfeição: “Aqui não há um vilão. Eles ali estão noutro tipo de missão e, portanto, nem tudo é preto, nem tudo é branco. O que estamos a ver são seres humanos a serem seres humanos, e esta conversa a todos nós nos reconforta, porque também alivia o nosso trabalho como comentadores.

A discussão ganhou corpo quando o tema da autoridade saltou da parada para o estúdio e Isabel Figueira e Adriano Silva Martins protagonizaram um momento de autoanálise sobre a natureza do comando. Enquanto Isabel defendia que “saber mandar nem sempre é fácil” e exige conciliação, Adriano foi perentório na sua autodescrição: “Eu prefiro mandar sempre, porque eu já nasci patrão. Não é não gostar [de ser mandado], a minha natureza está formatada para outra coisa. Mas, da mesma maneira que me sinto mais confortável a mandar, respeito muito bem a hierarquia.

O debate serviu para contextualizar as dificuldades de Rui, frequentemente apelidado de “insolente” pelo Comandante José Moutinho. Segundo Nuno Eiró, o recruta “ferve em pouca água” por uma incapacidade intrínseca de lidar com ordens, um traço de personalidade que, embora conflituoso, Adriano Silva Martins prefere a uma postura apática: “O que é que nós queremos num reality show? Queremos fantoches ou queremos pessoas reais? Eu prefiro uma pessoa com contornos. Tenho mil defeitos para apontar à Andreia, mas há coisas nela com as quais eu também me identifico. Prefiro uma pessoa plana ou uma pessoa com contornos?

Isabel Figueira corroborou esta visão humanizada, lembrando que a ausência de câmaras na vida real é a única coisa que nos salva de sermos, também nós, os vilões da história de alguém: “Só não estamos com câmaras o tempo todo. Se cada um de nós lá fosse parar, seríamos uns dias os vilões e outros as vítimas“, rematou.

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