Agir expõe mensagens de ódio e painel do V+ Fama reage: “O que é que esta senhora tem a ver com isso?”
Cláudia Jacques chamou "maldade pura" ao episódio e Guilherme Castelo Branco alertou para o ciclo de ódio online...
O cantor Agir decidiu expor nas redes sociais as mensagens ofensivas que tem recebido, onde a sua aparência tatuada é criticada e usada para questionar o seu papel como pai de uma bebé.
A atitude do artista de denunciar o ódio online foi o mote para um debate intenso no painel do “V+ Fama”, com António Leal e Silva, Cláudia Jacques e Guilherme Castelo Branco a partilharem experiências e reflexões sobre o tema.
O apresentador Adriano Silva Martins abriu a conversa lendo os comentários dirigidos a Agir: “Que horror tanta tatuagem, a filha vai-se assustar, não compreendo esta mentalidade atrasada antissocial. (…) Que horror, a filha quando crescer vai ter vergonha do pai”.
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António Leal e Silva foi perentório na condenação das palavras: “Para já, um filho nunca deve ter vergonha dos pais, porque foi os pais que os tiveram e que criaram. (…) O Agir tem o direito de no corpo dele tatuar e fazer da imagem dele aquilo que quiser. E nós podemos concordar ou discordar. Mas puxar a filha e a família para isto é horrível”, atirou, sublinhando que este é um problema estrutural nas redes sociais e apelando: “Não sejam rancorosos nem promovam o ódio”.
Cláudia Jacques alinhou pelo mesmo diapasão, destacando o momento feliz que o músico atravessa com o nascimento da filha e repudiando os ataques gratuitos: “O que é que esta senhora tem a ver com isso? O que é que lhe interessa a ela que o Agir tenha tatuado ou não. Isso não faz dele melhor pessoa ou pior, melhor pai ou menos bom pai. (…) É maldade pura“, considerou a comentadora.
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Já Guilherme Castelo Branco, embora totalmente solidário com Agir (revelando que ele próprio também recebeu comentários terríveis sobre o batizado da sua filha e optou por ignorá-los), deixou um alerta sobre os perigos da tática de expor os ‘haters’. “O Agir o que faz aqui é o expor. Vai levar a que seguidores que estão no seu alto moral, por acharem que concordam com o Agir, vão destilar ódio em cima desta pessoa. (…) Ódio não se defende, não se corrige com outro ódio por cima”, defendeu Guilherme, sublinhando que esta ação acaba por instigar uma “emaranhada de seguidores” a atacar o autor original do insulto.