Aliança de conveniência que está a nascer no quartel da 1ª companhia
Sara Santos, Noélia Pereira e Rui Freitas pensam com estratégia
A salvação de Noélia Pereira e Rui Freitas na gala de sábado serviu de gatilho para uma reorganização de forças.
A última gala da “1ª Companhia”, realizada a 17 de janeiro, não serviu apenas para ditar expulsões, mas para redesenhar o mapa de influências dentro do quartel. Noélia Pereira, salva pelo público mas fustigada pelas críticas do Comandante devido à sua falta de espírito de equipa, encontrou em Sara Santos e Rui Freitas os aliados improváveis para uma nova estratégia de permanência: a união por necessidade.
A poeira da gala de sábado ainda não tinha assentado quando o triunvirato formado por Noélia, Sara e Rui se reuniu para analisar os danos. A noite foi de alívio, mas também de reflexão forçada. Sara Santos, assumindo um papel de articulação que tem vindo a consolidar, começou por celebrar a continuidade dos colegas, revelando o peso emocional que a saída de Rui Freitas teria sobre si: “Parabéns, fiquei muito contente. E digo-te, se o Rui Freitas saísse eu ficava mesmo muito triste e sentia-me culpada.”
No entanto, o foco da conversa rapidamente virou para a sobrevivência técnica dentro do formato e, Noélia Pereira, conhecida pela sua faceta pragmática e, por vezes, individualista, foi publicamente alertada pela estrutura de comando por não atingir os padrões de camaradagem exigidos. A empresária algarvia, ciente de que o seu “posto” na casa depende agora de uma mudança de atitude, admitiu a necessidade de vigilância: “Para a semana deixa lá ver. Eu tenho de estar mais atenta.”
Foi neste contexto que Sara Santos lançou a sugestão que pode mudar o curso das próximas nomeações: “Se calhar, unimo-nos mais, não sei. O Rui tem-me ajudado [imenso]“, propôs a jornalista, tentando formalizar uma rede de apoio que proteja o grupo da pressão dos instrutores e do isolamento face aos restantes recrutas.
A resposta de Noélia Pereira foi curta, mas reveladora de uma nova postura de submissão à dinâmica de grupo, ainda que por motivos puramente utilitários. A recruta garantiu que não iria “fazer nada” sozinha, reconhecendo que a melhoria da sua imagem quanto à “camaradagem” exige, paradoxalmente, que se apoie nos outros para não falhar individualmente.
Este movimento de aproximação entre Sara, Noélia e Rui levanta a questão que paira sobre todos os reality shows de confinamento: até que ponto esta “união” é um reflexo dos valores militares pedidos pelo programa, ou apenas uma trincheira cavada para resistir a um inimigo comum – a expulsão. Na “1ª Companhia”, a disciplina pode ser a regra, mas a sobrevivência é, claramente, o objetivo.
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