1ª CompanhiaTVI

Andrea impaciente pela falta de camaradagem de Rui Freitas com Manuel Melo

Rui Freitas motiva Manuel Melo a ser desobediente e Andrea dá 'murro na mesa'

Uma porta fechada e uma ordem direta do Instrutor Marques foram o suficiente para instalar a discórdia no quartel quando Rui Freitas desafia Manuel Melo ao incumprimento das regras.

O cenário era de confinamento forçado “Atenção, esta porta vai ser fechada. Mais uma vez, não vão poder sair, tá?”, ordenou o instrutor, deixando os recrutas entregues à ansiedade da espera. Para Manuel Melo, o isolamento trouxe o vício à tona: “Queria era fumar um cigarro“. Foi neste momento de vulnerabilidade que Rui Freitas, com um sorriso desafiante, decidiu intervir, não para apoiar o colega, mas para o empurrar para o incumprimento.

Ignorando as consequências disciplinares que recairiam sobre Manuel, Rui Freitas insistiu na provocação: “Vais arriscar, tu? (…) Não sei, arrisca. Arriscámos os dois, o que é que achas? Arrisca, Manel!“. O tom jocoso do recruta não passou despercebido aos restantes colegas, gerando um mal-estar imediato na caserna.

Joana D’Arc tentou apaziguar a situação, lembrando que “eles pediram para não sairmos“, mas Rui manteve a pressão psicológica, repetindo o incentivo como se de um desafio de coragem se tratasse. Foi então que a paciência de Andrea Soares se esgotou.

Irritada com o que considerou ser uma falta de respeito pela ordem militar e pela integridade do grupo, Andrea impôs-se com dureza. “Qual é arrisca, meu? Houve uma ordem e estou a dizer isso aos colegas, meu? Qual é a ideia?“, questionou, confrontando diretamente Rui. Para a recruta, incentivar um colega ao erro é o oposto do espírito de corpo que o programa exige.

Para mim não é só ser chiba (…) Isto é este tipo de atitude, eu não gosto. (…) Qual arrisca meu? Isto não é estar a ser camaradas, mano“, desabafou Andrea mais tarde. A sua indignação prende-se com a assimetria do risco: “O outro arriscava e f***-se. E agora a minha pergunta é, isso é camaradagem? Não respeitar as regras?“.

A crítica de Andrea a Rui Freitas não é um caso isolado. Segundo a recruta, o comportamento de Rui tem sido pautado por uma leviandade que prejudica o coletivo. Relembrando um exercício anterior, Andrea lamentou a falta de seriedade do colega: “Já ontem foi a mesma coisa quando estava ao exercício. Quando estou a assobiar, não sei o quê, disse: ‘Mano, as coisas têm que ser todas reportadas, não faças isso‘”.

Perante as justificações de Rui, que se escuda no facto de estar apenas “a brincar”, Andrea mantém a sua posição de autoridade moral dentro do grupo: “Sim, não é a altura de brincar”. Na 1ª Companhia, onde a pressão do isolamento aumenta a cada dia, a diferença entre uma brincadeira e uma traição à confiança do grupo parece ser, para Andrea, uma linha que Rui Freitas atravessa com demasiada frequência.

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