
O escândalo da alegada propaganda eleitoral de Catarina Furtado continuou a dominar a emissão do V+ Fama e, largos minutos depois, o painel voltou à carga com António Leal e Silva a meter o dedo na ferida sem qualquer tipo de filtro.
Marta Aragão Pinto começou por recordar que a apresentadora da RTP sempre geriu a sua imagem com pinças para se manter consensual, apontando o exemplo do seu divórcio imaculado, mas sublinhou que desta vez a estrela pisou o risco ao meter-se num tema que divide o país.
Foi então que António Leal e Silva tomou a palavra para dar um valente raspanete à comunicadora, lembrando uma fotografia em que esta surgiu com uma camisola a dizer que a democracia lhe ficava bem e atirando a matar à sua postura intocável: “O que eu tenho só a dizer à Catarina Furtado é que não há pessoas intocáveis, apesar de ter uma entourage que a defende fervorosamente e que vai para as redes chamar nomes a toda a gente. Não há pessoas intocáveis, que isso não mete medo a ninguém”.
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O comentador não se ficou por aqui e aconselhou a figura pública a descer do pedestal para perceber o verdadeiro significado da palavra liberdade, arrasando a sua falta de tolerância para com quem vota de forma diferente: “Convinha, já que a Catarina acha que a democracia lhe fica bem, que ela aprenda, de uma vez por todas, a viver em democracia e em liberdade. E viver em democracia e em liberdade é aceitar, de forma humilde e honesta, as divergências, as opiniões diferentes e as diferenças entre as pessoas”.
Quando Adriano Silva Martins atirou para a mesa a desculpa dada pela própria de que às vezes se esquece que é famosa e do peso que as suas palavras têm, António Leal e Silva não engoliu a cantiga e ironizou com a situação, garantindo que alguém que passou a vida a colar a sua imagem a causas como a Unicef sabe perfeitamente o impacto do que publica.
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Cláudia Jacques também não foi branda na análise e desmontou rapidamente a justificação de que o vídeo servia apenas para combater a abstenção, recordando que o texto partilhado roçava o ataque direto: “A intenção de apelar ao voto, não era preciso explicitamente escrever aquilo que escreveu, que tentou explicar às pessoas que havia dois candidatos e que ela estava a tentar que os votos fossem direcionados para um deles”.
A socialite encostou a colega de profissão à parede ao lembrar que, no dia das eleições, é proibido fazer propaganda e rematou o assunto garantindo que a estrela da estação pública tem perfeita noção de que quebrou as regras do jogo.