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António Leal e Silva arrasa podcasts “rascas” e falsos ídolos: “Qualquer um tem um podcast para arrotar”

Visivelmente incomodado com a polémica de Mariana Bossy e Mafalda Creative, o socialite criticou a vulgaridade do conteúdo digital atual. Para o comentador, criou-se um mito de influência onde "50 ou 100 pessoas fazem muito barulho", enganando milhões.

A encerrar o debate no V+ Fama desta terça-feira, 10 de fevereiro, sobre a polémica mentira inventada pelas influenciadoras Mariana Bossy e Mafalda Creative acerca de Gustavo Santos.

António Leal e Silva protagonizou uma intervenção demolidora. pedindo medidas drásticas por parte das marcas que patrocinam este tipo de criadores de conteúdo. O comentador, que desde o início se mostrou desconfiado da veracidade da história dos 6 mil euros, aproveitou o momento para fazer um retrato cru e severo do estado atual das redes sociais e da fama digital em Portugal.

António Leal e Silva começou por recordar o seu ceticismo inicial quando a notícia rebentou, confessando que a discussão de valores monetários o chocou pela falta de elegância: “Agora falo pelo menos que eu leio perfeitamente deste dia (…) eu leio perfeitamente porque estava completamente cético, e achei aquilo estranhíssimo (…) Acho um horror estar a falar de dinheiro, que é uma coisa feíssima”, afirmou o comentador, estabelecendo logo à partida uma barreira moral em relação ao tema.

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No entanto, o ponto da crítica do socialite rapidamente se virou para o que considera ser uma degradação cultural impulsionada pela ânsia de notoriedade: “Eu acho que isto está-se a tornar uma coisa gravíssima, esta sede desalmada pelos likes e pelas redes sociais, e pela fama, e pelo aparecer que esta gente não consegue perceber que a fama é uma coisa efêmera, que não vale nada”, lamentou António, criticando a facilidade com que qualquer pessoa hoje em dia cria um microfone para dizer disparates.

“Criou-se agora também uma coisa muito cá em Portugal, que é toda a gente, qualquer um tem um podcast (…) E depois é, quanto mais rasca… Quanto mais os quinto de malvadez tiverem. E poderem arrotar, e poderem fazer sons estranhíssimos. Hoje em dia é permitido tudo”, atirou.

O comentador desmontou ainda a ilusão de influência que muitas destas figuras projetam, argumentando que o “barulho” nas redes sociais não corresponde à realidade demográfica do país: “Nós somos 11 milhões e estamos a que 50 pessoas, ou 100, ou 500 fazem imenso barulho. Se tu tiveres 500 seguidores atarantados, fazem tanto barulho como um milhão (…) E cria-se esta mítica, este mito. Que esta gente não tem”, analisou, sugerindo que a importância dada a estas polémicas é muitas vezes desproporcional.

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A conclusão de António Leal e Silva foi, contudo, a mais pragmática e dura do painel. Depois de ter analisado o vídeo de “retratação” das jovens, o comentador concluiu que a mentira foi uma estratégia de marketing calculada e bem-sucedida para gerar burburinho: “Eu fui ver o vídeo que elas fizeram para a rede social (…) E os objetivos delas foram atingidos. Ou seja, fez burburinho”, observou.

Perante isto, António dirigiu-se diretamente ao tecido empresarial, exigindo responsabilidade corporativa: “Agora a mim espanta-me é como é que alguma. As empresas têm que ter estratégia. Se nós estamos a vender para um sítio, têm que cancelar os contratos a estas miúdas”. Quando confrontado com a dureza da sua sugestão, o comentador não recuou: “Não é nada ser muito mau”.

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