António Leal e Silva arrasa postura de Catarina Furtado em dia de eleições: “Existe uma grupeta que persegue e marginaliza”:
A apresentadora está sob investigação da CNE após publicar um vídeo polémico no dia das Presidenciais. O painel do V+ Fama analisou o caso, com António Leal e Silva a acusar a comunicadora de alimentar o ódio e de agir com superioridade moral sobre 1,7 milhões de portugueses.

A emissão do V+ Fama desta quarta-feira, 11 de fevereiro, foi dominada pela polémica que envolve Catarina Furtado e a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Em causa está um vídeo publicado pela apresentadora no dia das eleições presidenciais, onde, sem nomear candidatos, fazia uma distinção entre o “bem e o mal” e a “democracia e a falta dela”, uma mensagem interpretada como um apelo ao voto em António José Seguro e um ataque a André Ventura. O tema aqueceu os ânimos em estúdio, com António Leal e Silva a fazer uma análise dura e extensa sobre o comportamento da comunicadora e o estado da democracia em Portugal.
Enquanto Isabel Figueira e Pedro Capitão tentaram inicialmente advogar a tese de “mau timing” ou ingenuidade, Adriano Silva Martins rejeitou a ideia de que uma profissional com 35 anos de carreira não soubesse o que estava a fazer. Foi então que António Leal e Silva tomou a palavra para criticar a superioridade moral implícita na mensagem de Catarina Furtado.
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“Eu não vou fazer à Catarina Furtado aquilo que a Catarina Furtado começou-me a fazer, (…) que é julgar as pessoas sem as conhecer de lado nenhum. (…) Porém, há uma coisa que é certa. Nós vivemos num país que tem lei, há lei em Portugal e há uma Comissão Nacional de Eleições. E o que a Catarina Furtado fez é feio”, começou por afirmar o comentador, dirigindo-se depois diretamente à apresentadora: “Minha querida Catarina, viver em democracia é saber respeitar a opinião de toda a gente. Podemos não concordar, podemos não estar de acordo (…), mas temos que respeitar. Não há ninguém melhor que ninguém. Essa mania que algumas pessoas têm, que são superiores às outras e que são detentoras da verdade absoluta em política, isso é um erro. E nós temos que respeitar, em democracia, principalmente o povo”.
António Leal e Silva sublinhou a gravidade de desrespeitar uma fatia significativa do eleitorado, referindo-se aos votantes do candidato visado (André Ventura). O comentador fez questão de frisar que a sua crítica não era partidária, mas sim de princípios democráticos: “É uma falta de respeito para com um milhão e setecentas mil pessoas que votaram num determinado candidato, tratá-los dessa forma. Eu estou perfeitamente à vontade, para que fique bem claro e leia o que estou a dizer, eu não sou do Chega, não voto André Ventura, agora eu sou é um democrata e gosto muito de viver em liberdade. Minha querida, não há pessoas em patamares superiores, iluminadas, não há seres iluminados melhores que os outros”.
O debate ficou intenso e o António Leal e Silva começou depois por abordar as consequências sociais deste tipo de discurso vindo de figuras públicas influentes. Para o comentador, estas atitudes fomentam um clima de segregação e ataque, criando o que ele denominou de “grupetas” que perseguem quem pensa diferente: “O problema é que este tipo de afirmações depois existe ali uma grupeta que está tudo ali, é um género de uma grupeta que persegue as pessoas e depois vêm as ofensas, depois vem a perseguição, a marginalização e isso é uma coisa que deve ser evitada em democracia. A democracia é para as pessoas se respeitarem umas às outras com as diferenças dentro da lei. O que nós temos que fazer em democracia é respeitar a lei. Quem estiver dentro da lei tem que ser respeitado”, atirou o socialite.
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Pedro Capitão acabou por concordar com a visão do colega, lembrando que “não se pode combater ódio com ódio” e que a Constituição protege todas as ideologias legais. O debate encerrou com Adriano Silva Martins a reforçar que, embora Catarina Furtado seja livre de ter as suas opiniões, a lei eleitoral é clara e “ninguém está acima da lei”, independentemente do seu estatuto de estrela televisiva.