António Leal e Silva chocado com atitude ‘agressiva demais’: “O Pedro não é nenhuma flor de estufa”
O comentador do Extra conhece o ator desde os 18 anos e diz que "não reconhece" este comportamento. António critica a postura de Pedro Barroso ao "encostar Rui às boxes" e garante que não houve motivo para tal drama.
Depois das críticas ferozes de Adriano Silva Martins e Inês Simões, coube a António Leal e Silva fechar o painel de comentários no “Extra” desta madrugada.
O comentador trouxe uma perspetiva diferenciada, fruto da sua relação pessoal antiga com Pedro Barroso, mas nem essa proximidade o impediu de condenar as atitudes do ator na “1.ª Companhia”.
António começou por estabelecer os seus limites éticos, deixando claro que a sua tolerância para com qualquer tipo de agressividade é nula, independentemente de quem a pratica: “Eu nestas coisas sou muito claro e perentório, não abro mão dos meus princípios, eu sou completamente contra qualquer situação que envolva o mínimo de violência que seja, quer verbal, quer física, seja do que for, é inconcebível, não pode ser admissível, não se pode admitir”, afirmou, taxativo.
Sobre o incidente concreto que despoletou a fúria de Pedro Barroso, o momento em que Rui o puxa pelo braço para corrigir a formatura, o comentador admitiu que o gesto podia ter sido mais suave, mas considerou a reação do ator um exagero teatral, utilizando uma expressão popular para ilustrar o seu ponto de vista.
“Neste caso, eu acho que realmente o Rui (…) não foi muito delicado a puxar o Pedro, mas o Pedro não é nenhuma flor de estufa. Eu conheço o Pedro, não é puxar as coisas… de fora conheço o Pedro desde miúdo”, lembrou António Leal e Silva.
O comentador confessou o seu choque ao ver as imagens, pois a agressividade demonstrada não condiz com a pessoa que ele conhece fora das câmaras há vários anos: “Estranhei, porque o Pedro realmente é um miúdo com um coração muito bom, é muito simpático, é uma pessoa sempre muito empática com toda a gente, é aquelas pessoas que eu considero aquelas pessoas de bem, de bem no sentido de ‘boa onda’. (…) Não reconheço este tipo de atitude, talvez um pouco agressiva para o meu gosto, é um bocadinho agressiva demais”, lamentou.
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Alinhando com a opinião de Inês Simões, António também defendeu Rui Freitas na polémica frase sobre a educação, recusando a tese de que houve um insulto implícito: “Estou de acordo aqui com a Inês, acho que quando o Rui diz ‘a mim deram-me educação’, ele está a falar da educação dele, não está a falar da educação dos outros. Quando eu digo a alguém ‘eu sou bem-educado’, eu não estou a dizer se tu és ou não és, eu sou, os outros falem por si”, explicou.
No entanto, o ponto mais crítico da análise de António Leal e Silva prendeu-se com a linguagem corporal intimidatória de Pedro Barroso durante a discussão na sala, acusando-o de encurralar o colega: “O Pedro tinha respondido, não gostei daquela postura, já não gostei quando ele se levantou e se sentou ao lado dele, em frente a ele, eu peço desculpa, acho que foi ali um bocadinho encostá-lo muito ali às paredes, às madeiras, às boxes (…) acho que não há necessidade”, criticou.
O comentador reforçou que, na sua visão, o cantor de Vizela não fez nada que justificasse tal hostilidade: “Não acho que o Rui tenha sido agressivo ou tenha desrespeitado ao ponto de ele tomar uma atitude tão drástica e desconheço este tipo de atitude”, reforçou.
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A terminar, António Leal e Silva tentou encontrar uma justificação para esta mudança de personalidade no ator que viu crescer, deixando no ar a esperança de que seja algo passageiro: “Porque realmente ele é mesmo um miúdo querido (…) Eu conheci-o com 18 anos, agora é um homem, mas para mim continua a ser miúdo. Estranho um bocadinho, mas ele também tem uma forma agora muito estranha, às vezes, de se dirigir às pessoas, pode ser uma fase”, concluiu.