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António Leal e Silva chocado com vídeo de chapada a influencer: “Algum ser humano normal se pode rir disto?”

Cláudia Jacques alertou para o perigo de criar "adolescentes problemáticos", enquanto o apresentador Adriano Silva Martins criticou a exposição nas redes sociais para ganhar likes.

A polémica instalou-se no V+ Fama de hoje devido a um vídeo viral protagonizado pela influencer Rebeca Caldeira e pelo seu filho de dois anos.

Nas imagens, a criança dá uma chapada na cara da mãe e a reação dos pais, que se desmancharam a rir, gerou uma onda de indignação nas redes sociais e no estúdio do programa. O apresentador Adriano Silva Martins lançou o debate questionando se se tratava de um comportamento normal ou de má educação, o que dividiu imediatamente o painel.

Guilherme Castelo Branco foi o único a tentar contextualizar a situação, pedindo cautela nos julgamentos rápidos baseados num clip curto. O comentador defendeu que a reação dos pais pode ter sido de puro nervosismo e surpresa: “Isto tudo depende da criança e da própria vivência que ela tem com os pais. Mas a criança tem dois anos e eu estive a ver os comentários do vídeo. Isto é tudo muito subjetivo. Nós vemos cerca de cinco segundos de uma reação espontânea dos pais. Há aquela reação inesperada em que até se vê o pai meio a rir. A mãe não sabe muito bem ainda como reagir.”

E continuou, “Portanto, parece-me que é uma situação meio-inesperada. Mas também temos de ter noção que as crianças com dois anos ainda não têm bem noção do que é o certo e o errado. Cabe-nos a nós, pais, fazer essa educação. Agora, muitos dos comentários que eu vejo lá, para mim, são completamente despropositados, porque dizem que a correção deve ser dar uma chapada, ter uma reprimenda física, o que para mim não faz qualquer sentido.”

A visão de Guilherme chocou de frente com a opinião de António Leal e Silva. O socialite mostrou-se incrédulo com a atitude de Rebeca Caldeira e do marido, classificando o riso perante uma agressão como algo “gravíssimo” e perigoso para o futuro da criança: “O que aqui se passa, no meu entender, é gravíssimo. Isto nada tem a ver com idades nem com gerações. A educação não tem idade. É um miúdo de dois anos que não tem consciência do que está a fazer, mas os pais não podem, nem devem, reagir daquela forma. Não só é ridículo, como é perigoso, porque estão a normalizar perante uma criança que não tem consciência uma reação que é completamente condenável. Não se pode levantar a mão à mãe e ao pai. Isto mexe imenso comigo. Uma mulher ri-se disto? Algum ser humano normal se pode rir? Por isso é que este país está como está. Eu acho isto gravíssimo.”

Cláudia Jacques alinhou pelo mesmo diapasão, relembrando que não é a primeira vez que esta criança exibe comportamentos agressivos em vídeos públicos. A comentadora alertou para a necessidade de impor limites imediatos: “Eles ficaram surpreendidos por a criança ter aquela reação. Como é pequenino, acharam graça, porque se fosse crescidinho já não iam achar a mesma graça. Aquilo que eu soube é que já não é a primeira vez que esta criança tem este tipo de atitudes com a mãe. A Rebeca já publicou um vídeo numa viagem de avião em que o marido lhe puxou o cabelo violentamente. Portanto, se são reações que ele já conhece nesta criança, a ação tem de ser imediata. É segurar-lhe a mão e dizer ‘não se faz’. Não precisa de lhe bater, mas tem de lhe agarrar a mão e começar a criar a noção de que isto é errado. As crianças testam-nos. Vão fazendo aquilo que acham que podem fazer. E se nós não travarmos, as crianças ganham ascendente sobre nós.”

O apresentador Adriano Silva Martins encerrou o tema com uma crítica dura à decisão de publicar o vídeo. Para o comunicador, o problema não reside na inocência da criança, mas na falta de noção dos adultos: “Aquilo que eu acho incrível aqui não é a falta de noção de uma criança de dois anos. O que eu acho incrível aqui é a falta de noção de uns pais. Colocarem este vídeo nas redes sociais, suportarem este vídeo durante vários dias e só quando cai o Carmo e a Trindade é que o retiram… Eu acho que há uma grande falta de noção destes pais. Lamento, odeio julgar as pessoas e muito menos como educam os seus filhos, mas o que é que eles pretendiam? Likes no Instagram? Polémica?”

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