A novela da herança de Marco Paulo continua a alimentar o debate público, e o V+ Fama desta terça-feira, 10 de fevereiro, trouxe novidades sobre o caso.
Adriano Silva Martins revelou que Eduardo Ferreira, afilhado e herdeiro do cantor, já começou a receber os primeiros rendimentos do legado, nomeadamente “uns euros graças aos royalties” de duas canções, pagos pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA). Contudo, o valor é ainda residual e pouco esclarecedor, segundo explicou Cláudia Jacques: “Não anexa nenhum documento explicativo a como é que chegaram àquela soma. Portanto, ele não sabe se aquele valor se refere ao ano de 2023 na totalidade”.
Apesar da incerteza, a comentadora notou uma mudança significativa na postura de Eduardo Ferreira, que trocou a impulsividade inicial por uma estratégia de paciência calculada: “Vou deixar estar (…) vou dar mais um tempo até ao início do verão para ver se do outro lado, a parte do Tony e do Marquinho, os herdeiros maioritários, tomam aqui uma decisão”, terá dito o jovem, segundo Cláudia Jacques.
Leia também: Marta Aragão Pinto arrasa mentira das influenciadoras: “Põem em causa a imprensa e os podcasts”
Eduardo mostra-se disposto a travar uma batalha longa, recusando propostas de acordo que, segundo Adriano Silva Martins, já terão ultrapassado a barreira de um milhão de euros: “O que eu tenho para receber do Marco Paulo, eu irei receber, demora 1, 2 (…) 10 anos, o que for, mas (…) não vou poupar a nada”, garantiu o herdeiro, motivado pela convicção de que existe património por revelar, como “contas no estrangeiro, se é que as há”.
Marta Aragão Pinto questionou a viabilidade financeira desta guerra judicial, dado que Eduardo tem despesas avultadas com advogados e impostos sobre imóveis, tendo já pago cerca de 5 mil euros ao Estado.
Cláudia Jacques esclareceu que o jovem trabalha com uma equipa jurídica em regime de comissão sobre o valor final, o que lhe permite manter o fôlego: “Ele acredita que o outro lado vai cair (…) Porque ele prometeu isto ao Marco Paulo. Porque o Marco Paulo disse-lhe: ‘luta porque eu te vou deixar até ao último cêntimo'”, recordou a socialite.
António Leal e Silva, por sua vez, foi crítico em relação à forma como o cantor geriu a sucessão, considerando que a polémica atual mancha a sua memória: “Acho que ele deu um tiro no pé. E quem deu o tiro no pé foi o Marco Paulo. Tudo isto era desnecessário (…) podia resolver isto em vida”, lamentou o comentador.
Para Leal e Silva, é triste ver o nome de um ídolo nacional arrastado na lama por questões financeiras e pessoais que sempre tentou proteger: “Estamos a discutir questões da vida pessoal dele, que ele durante toda a vida evitou que fossem públicas (…) está a pôr em causa o afilhado, o compadre, a própria Maria Violante”. O painel concordou que, independentemente dos motivos, a ausência de um planeamento claro transformou o luto num espetáculo mediático que “enche as revistas”.