António Leal e Silva revela segredo de Lili Caneças: “Ela nunca cobrou presenças”
Apesar de questionar a narrativa financeira do divórcio, o comentador saiu em defesa da amiga contra as críticas nas redes sociais. António Leal e Silva destacou a cultura, a memória "escandalosa" e o facto de Lili ser uma das poucas figuras públicas que nunca cobrou para aparecer em festas.

A recente entrevista de Lili Caneças no programa Dois às 10, onde a socialite recordou o fim do seu casamento de 17 anos com o magnata Álvaro Caneças, foi o tema central de uma acesa discussão no V+ Fama.
A “rainha do jet-set” afirmou a Cristina Ferreira que trocou uma vida de luxo na Quinta da Marinha e em Nova Iorque por uma grande paixão, garantindo ter saído do matrimónio sem pedir “casa, recheio ou pensão” e que foi trabalhar para uma loja a vender camisolas para sobreviver.
Estas declarações, que pintam um cenário de Cinderela invertida, foram analisadas ao pormenor pelo painel composto por Adriano Silva Martins, Isabel Figueira, Marta Aragão Pinto e, especialmente, António Leal e Silva, que conhece Lili há décadas.
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O debate começou com a desconstrução da narrativa “aspiracional” de Lili. Marta Aragão Pinto e Isabel Figueira sugeriram que a socialite tem uma tendência natural para “embelezar” a sua história, criando um “conto de fadas” onde o divórcio perde o peso negativo para dar lugar a uma aventura romântica.
Adriano Silva Martins trouxe dados concretos para a mesa, levantando a questão imobiliária e recordando que, embora Lili afirme ter saído sem nada, reside num empreendimento de luxo, as Casas da Gandarinha, que pertencia ao ex-marido. O apresentador sublinhou que a casa terá ficado em nome dos filhos com usufruto para Lili, o que contradiz ligeiramente a versão de desamparo total financeiro apresentada pela convidada da TVI.
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Foi então que António Leal e Silva, amigo de longa data da “tia” e conhecedor dos bastidores daquele meio social, interveio com um choque de realidade carregado de ironia e afeto. Sem rodeios, o comentador desmontou a ideia de que o estilo de vida de Lili foi sustentado apenas pelo comércio de roupa. “A Lili também sabe, e ela vai ficar chateada comigo, que ela não fazia a vida que faz, nem vivia onde vivia [apenas a vender camisolas]. A vender camisolas, meu querido, tu não vives onde ela vive. Nem vives como ela viveu”, atirou António.
O socialite explicou que as declarações da amiga devem ser interpretadas como uma “força de expressão” para ilustrar que não ficou parada em casa, mas alertou que, mesmo com os bons cachés televisivos da altura, “também não dá para tudo”.
Apesar de questionar a precisão financeira da narrativa, António Leal e Silva foi o maior defensor de Lili Caneças contra a onda de comentários desagradáveis que surgiram nas redes sociais após a entrevista. O comentador emocionou-se ao exigir respeito por uma mulher de 81 anos que considera “culta“, “preparada” e com uma “memória escandalosa”, capaz de decorar nomes e ruas em viagem como ninguém.
António destacou ainda um segredo que revela a classe da amiga: ao contrário de muitas figuras públicas atuais, Lili Caneças nunca cobrou “presenças” apenas para aparecer em festas, cobrando apenas por trabalho efetivo como desfiles ou televisão. O painel foi unânime em concluir que, com mais ou menos “pózinhos de perlimpimpim” nas suas histórias, Lili é uma figura imprescindível da cultura pop portuguesa.