António Leal e Silva sobre Epstein: “É nojento, não pode ter perdão”. Realeza em pânico
As Casas Reais estão em pânico com a divulgação de ficheiros que ligam membros da realeza ao pedófilo. O comentador do V+ Fama foi implacável: "Tudo o que envolve crianças não pode ter perdão". Isabel Figueira recorda que o Príncipe André negou conhecer vítimas com quem tem fotos.

O terramoto causado pela divulgação dos ficheiros de Jeffrey Epstein chegou ao programa V+ Fama, com o apresentador Adriano Silva Martins a destacar o “pânico” que se vive nas Casas Reais europeias.
Nomes de peso como o do Príncipe André, Sarah Ferguson, a Princesa Mette-Marit da Noruega e até ligações à Suécia estão a ser escrutinados, num escândalo que ameaça abalar as fundações da monarquia.
António Leal e Silva foi a voz mais contundente do painel, classificando os crimes de Epstein como imperdoáveis. “Tudo o que envolve crianças não pode, e falo com estas letras todas, ter perdão (…) Mexer com crianças é uma coisa idionda, é nojento, é baixo”, afirmou o comentador, recusando qualquer desculpa para quem participou nestas redes, independentemente do seu título nobiliárquico.
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Isabel Figueira e Marta Aragão Pinto focaram-se na teia de influências que permitiu que estes crimes fossem abafados durante anos.
A atriz recordou a entrevista desastrosa do Príncipe André à BBC, onde negou conhecer uma vítima com quem foi fotografado, e apontou Ghislaine Maxwell (a ex-companheira de Epstein) como a peça-chave: “Ela é o fio condutor disto tudo. Era ela que proporcionava estes encontros”. Marta Aragão Pinto, por sua vez, alertou que “estamos, infelizmente, no início do desenrolar de muita coisa”, prevendo que o que veio a público até agora é apenas a ponta do iceberg de uma rede de proteção de poderosos.
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O impacto na opinião pública já é visível e devastador. Adriano Silva Martins revelou dados preocupantes sobre a monarquia norueguesa, onde a Princesa Mette-Marit, já fragilizada pelos escândalos do filho, vê agora o seu nome associado a Epstein.
“Uma sondagem diz que mais de 60% dos noruegueses não querem que Mette-Marit seja um dia rainha”, contou o apresentador. António Leal e Silva concluiu com uma reflexão sobre o estado atual da realeza: “As monarquias europeias são frágeis porque se escancaram demais. E quando tu escancaras, perdes o encanto”. O consenso no estúdio foi claro: seja príncipe ou plebeu, quem cometeu crimes deve pagar.