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“As escolas ensinam as pessoas a serem pobres”: Celso Lascasas arrasa falta de risco no trabalho

O empresário explicou a sua visão sobre o sucesso e deixou um aviso claro aos jovens. Numa entrevista a Flávio Furtado, o nortenho confessou que os profissionais mais qualificados acabam a trabalhar para si por medo de falhar.

O sucesso no mundo dos negócios não surge por acaso e Celso Lascasas fez questão de deixar isso claro durante a sua entrevista ao The Leite Show.

O empresário partilhou a sua visão crua e exigente sobre o mercado de trabalho em Portugal, apontando o dedo à falta de ambição e à cultura do conformismo.

Para o dono da conhecida marca de mobiliário, o sistema de ensino atual formata as mentalidades para a mediocridade profissional, e atira sem reservas: “Eu acho que as escolas ensinam as pessoas a serem pobres, tipo, vais tirar um curso, vais fazer isto, vais fazer aquilo, depois vais ter um emprego.”

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Confrontado por Flávio Furtado sobre o destino de quem se dedica exclusivamente à vida académica, o empresário foi implacável na sua leitura sobre a falta de coragem das novas gerações, e explica a dinâmica patronal: “Se não tiver coragem e não quiser arriscar na vida, vai trabalhar para mim, e eu não tenho curso nenhum. O mais bem preparado vai trabalhar para mim, porque não quer arriscar, porque quer ter uma vida confortável, dormir em condições, passear o cão às cinco e meia da tarde. Esse tipo vai trabalhar para mim.”

A receita para a riqueza, segundo Celso, não tem atalhos. Exige sacrifício extremo e uma total aversão à cultura da desculpa, e detalha a sua rotina e exigência para com a equipa administrativa: “Tem que trabalhar 12 horas por dia, 7 dias por semana. Eu não me lamento, nem admito que os meus administradores se lamentem comigo. Não há desculpas. Porque é que não pensam em encontrar uma solução? Sou muito exigente, sou muito rigoroso, não brinco em serviço e não gosto que as pessoas brinquem comigo.”

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Apesar da postura dura como líder, o nortenho garantiu que sente um profundo orgulho quando vê os seus ensinamentos darem frutos, mesmo que isso signifique criar a sua própria concorrência. Celso confessou que lida bem com a saída de talentos, e remata: “Tenho muitos ex-trabalhadores que já se estabeleceram. Tenho por exemplo 4 ou 5 trabalhadoras minhas que eram gerentes de lojas que saíram, estabeleceram-se. Fico orgulhoso, desde que saiam pela porta grande como entraram.”

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