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“Cala-te, Noélia”: O grito de Soraia Sousa que testou os limites da hierarquia no quartel

Liderança de Soraia Sousa gera desconforto em algumas mulheres na 1ª companhia

Durante um exercício de camuflagem marcado pelo caos, a recruta da semana elevou o tom de forma drástica e o ‘alvo’ foi Noélia.

No terreno da “1.ª Companhia”, a camuflagem não serviu apenas para esconder recrutas no monte; serviu também para expor as fissuras na liderança de Soraia Sousa. No centro da polémica está um “pito” direto e sonoro: a ordem da recruta da semana para que Noélia se calasse, num exercício que rapidamente descambou em algazarra e nervos à flor da pele.

No monte em frente à caserna, os recrutas debatiam-se com as instruções técnicas sob o olhar cada vez mais impaciente do Instrutor Marques, mas foi a intervenção de Soraia Sousa que parou o tempo. Ao ver a equipa desorganizada e Noélia no centro do burburinho, a recruta da semana não optou pela diplomacia: elevou a voz e mandou-a calar, numa tentativa abrupta de recuperar o controlo da unidade.

A atitude, que pode ser entendida como “impor disciplina”, ecoou fora do quartel e no “Diário”, os comentadores analisaram a anatomia deste grito. Marta Gil saiu em defesa da líder da semana, argumentando que a autoridade, por vezes, exige decibéis: “Se eu quero impor algo, a minha voz tem que subir perante a vossa. Não há outra forma”. Para Gil, a reação foi uma “tempestade num copo de água”, até porque Noélia – conhecida pela sua bonomia – pareceu aceitar a ordem sem grandes melindres.

Contudo, o episódio deixa um rasto de dúvida sobre o estilo de governação de Soraia e Adriano Silva Martins, embora reconhecendo que a autoridade deve ser respeitada, notou que este tipo de embates revela a dificuldade do grupo em lidar com a nova hierarquia feminina. O “cala-te” a Noélia não foi apenas uma ordem, foi um teste de stresse à coesão do grupo. Entre as ordens do Instrutor Marques, que avisava que o objetivo não era “fazer uma horta”, e o grito de Soraia, Noélia acabou por ser o dano colateral de um exército que ainda não sabe marchar em silêncio.

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