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Cândido Pereira recorda sacrifícios para chegar à TV: “Dormia em Sete Rios até o metro abrir”

Antes do destaque na televisão, houve muita luta. O comunicador relembrou os tempos do teatro amador em Olhão e as noites mal dormidas para conseguir trabalhar ao lado dos ídolos nas novelas.

Cândido Pereira, atual comentador da TVI que se tem destacado na análise à “1.ª Companhia” e que iniciou o seu percurso mediático na CMTV, surpreendeu os seguidores com um testemunho emotivo sobre as suas origens.

Longe do glamour dos estúdios que hoje frequenta, o comunicador partilhou um texto onde expõe a dureza e a persistência necessárias para conquistar o seu espaço no mundo da televisão.

Numa viagem ao passado, Cândido recordou o ano de 2016 como o ponto de viragem, quando decidiu transformar a paixão em ação, começando pelo teatro amador em Olhão, no Algarve, antes de se aventurar na ficção nacional como figurante.

“Em 2016 comecei a transformar em ação um sonho que trago desde que nasci. Estreei-me no teatro amador de Olhão e depois cheguei à figuração nas novelas da TVI”, começou por escrever.

O relato ganha contornos de superação quando o comentador descreve as condições financeiras e logísticas que enfrentava. Movido pelo sonho, Cândido Pereira sujeitava-se a longas viagens e noites ao relento por cachês simbólicos, apenas para estar perto do meio artístico.

“Recebia 25€ por dia e viajava de madrugada do Algarve para Lisboa, muitas vezes dormindo em Sete Rios até o metro abrir. Tinha todos os sonhos do mundo e estava radiante por trabalhar ao lado de quem admirava”, confessou.

Olhando para trás, Cândido Pereira não mostra qualquer arrependimento pelas dificuldades passadas. Pelo contrário, o comentador vê nesse esforço a validação do seu percurso atual, mantendo a humildade sobre o futuro.

“Faria tudo igual. Não sei o dia de amanhã, mas já valeu a pena. A história continua”, concluiu, deixando uma mensagem de esperança a quem procura seguir o mesmo caminho.

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