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Caos na BBC: Insulto racista nos BAFTA e processo de Trump mergulham estação em crise profunda

BBC admite violação "grave" após transmissão de insulto racista na gala dos BAFTA

Relatório interno aponta “falta de perceção” da equipa num dos momentos mais polémicos da televisão britânica.

A BBC enfrenta uma das fases mais críticas da sua história recente. Uma investigação interna, divulgada esta quarta-feira pela Unidade Executiva de Queixas (ECU), determinou que a estação violou os seus padrões editoriais ao permitir a transmissão de um insulto racial durante a cerimónia dos prémios BAFTA, no passado dia 22 de fevereiro. O incidente, embora considerado “não intencional”, expôs fragilidades na supervisão de conteúdos em direto e em diferido.

O momento ocorreu durante a entrega do primeiro prémio da noite pelos atores Michael B. Jordan e Delroy Lindo e, o insulto partiu de John Davidson, o homem que inspirou o filme “I Swear”, que sofre de síndrome de Tourette. Davidson explicou mais tarde que o termo foi um “tique involuntário”, declarando-se “profundamente horrorizado” com o sucedido.

O relatório da ECU é implacável quanto à gestão do incidente e, além da transmissão original, o conteúdo permaneceu disponível na plataforma BBC iPlayer até à manhã do dia seguinte, agravando a indignação pública “A inclusão do termo racista não teve justificação editorial… e o facto de a gravação ter permanecido disponível durante tanto tempo agravou a ofensa“, concluiu a investigação.

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Segundo a estação, houve uma “falta de perceção” por parte dos funcionários, que não conseguiram determinar se o insulto era audível na gravação, resultando num atraso injustificável na remoção do vídeo.

Este erro nos BAFTA é apenas a ponta do iceberg de uma série de crises que têm fustigado a estação britânica pois, Glastonbury e Bob Vylan, em junho de 2025, a BBC foi criticada por não interromper a transmissão de um concerto onde foram entoados hinos anti-Israel. Também sobre a queda de Tim Davie – O ex-diretor-geral abandonou o cargo na semana passada, após meses de pressão decorrentes de um documentário polémico sobre Donald Trump e ainda, o processo de 10 Mil Milhões – O atual presidente dos EUA, Donald Trump, moveu um processo de difamação astronómico contra a BBC -, e em causa está uma edição do programa “Panorama” sobre o 6 de janeiro de 2021, que o republicano alega ter sido manipulada para sugerir que incitou explicitamente o ataque ao Capitólio.

Com a saída de Tim Davie e a credibilidade editorial posta em causa por erros técnicos e judiciais, a BBC vê-se agora obrigada a reformular as suas diretrizes para transmissões de “alto risco” e a tentar recuperar a confiança de um público cada vez mais cético quanto à sua imparcialidade e rigor.

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