Carlos Cunha descarta regresso aos palcos com Marina Mota: “Se quiséssemos ganhar dinheiro, juntávamos os dois”
O comediante de 71 anos esteve no programa das manhãs a apresentar o seu novo espetáculo. O ator aproveitou para elogiar o talento da filha, Erika Mota.
Na manhã desta segunda-feira, Carlos Cunha marcou presença no programa Dois às 10, da TVI, para uma animada e nostálgica conversa com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos.
A poucos dias de celebrar 72 anos de vida, o ator assinalou os seus 53 anos de carreira e falou sobre o seu novo espetáculo, “O Pátio do Cunha”, que o leva novamente à estrada ao lado da filha, Erika Mota.
Confrontado com o carinho que recebe diariamente do público ao longo de mais de meio século de trabalho, Carlos Cunha não escondeu a emoção e a gratidão: “Sinto, sinto, sinto. E há pessoas, inclusive, que dizem uma coisa, quando me abordam: ‘Ah, eu vi, a avó é que viu, é a prima, é a tia’. (…) Mas, olha, desculpe eu estar a incomodá-lo. Eu posso ser incomodado, quando ninguém me ligar nenhuma é que…”.
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O comediante assumiu que a passagem do tempo foi muito rápida, mas confessou que os nervos continuam bem presentes, especialmente na fase de preparação das peças: “Cada vez mais ansioso e a duvidar do que se vai fazer. Os ensaios é uma coisa horrível. (…) Sem ensaio não se consegue fazer nada. E eu cada vez fico mais nervoso e penso assim: ‘Mas isto se calhar não vai resultar'”.
Trabalhar ao lado da filha tem sido um pilar fundamental nesta fase da sua carreira. O ator não poupou nos elogios à capacidade de Erika Mota: “Se não estivesse ao lado dela, podia ser muito pior. Porque ela, de facto, é o braço direito e o braço esquerdo. Ela faz produção, ela vende espetáculos… (…) Ela tem uma curiosidade… Ela consegue… Por exemplo, hoje em dia, eu não chamo ninguém para o cenário. Ela inventa. Ela faz coisas que eu fico assim…”.
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A memória de Marina Mota, ex-mulher de Carlos Cunha e mãe de Erika, também foi evocada por Cristina Ferreira, sublinhando que o público nunca separou verdadeiramente o casal sensação da televisão e do teatro nacional. O ator concordou, mas explicou por que razão não voltam a atuar juntos e assumiu os motivos que os levariam a fazê-lo: “Eu acho que gostávamos… Vamos falar a sério. Se nós quiséssemos ganhar dinheiro, juntávamo-nos aos dois. Porque havia uma curiosidade e as pessoas vieram… para ver se estavam mal, se estavam velhos, se estavam novos… Como é que eram os dois juntos outra vez. Mas nós não fazíamos isso”.
Sobre o seu novo espetáculo, “O Pátio do Cunha”, o ator explicou que é uma mistura dos dois géneros que mais adora: “Não é uma revista, não é uma comédia (…) é um espetáculo de comédia a cheirar a revista. E a coisa resulta”. A peça conta com a participação de Erika Mota, Lígia e Nuno, um elenco escolhido a dedo para aguentar as exigências das digressões pelo país.