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Carro de Maycon Douglas pode nunca ser retirado do mar da Nazaré: “É extremamente arriscado”

A viatura do jovem de 25 anos permanece numa zona de rebentação na Nazaré. O comandante dos Bombeiros detalha as dificuldades técnicas e afirma que nem o uso de gruas é viável naquela falésia.

Quase 20 dias após o trágico desaparecimento de Maycon Douglas, o jovem de 25 anos e ex-concorrente da “Casa dos Segredos 9”, a sua viatura continua submersa nas águas da Nazaré, sem previsão de ser retirada.

O Nissan Micra permanece num local de difícil acesso e Joaquim Leonardo, comandante dos Bombeiros da Nazaré, explicou à CMTV os motivos que têm impedido a remoção, deixando em aberto a possibilidade de o veículo nunca ser recuperado devido à complexidade e aos perigos da operação.

O responsável começou por detalhar que o carro se encontra numa zona rochosa e de forte rebentação, o que dificulta qualquer aproximação.

Além das barreiras geográficas, Joaquim Leonardo clarificou que, nesta fase, a tarefa não compete às autoridades de proteção civil, apontando para a responsabilidade financeira da operação: “Como a própria polícia já referiu, a responsabilidade da remoção daquele veículo é da companhia de seguros, que terá de arranjar forma de conseguir retirá-lo, e naturalmente isso terá um custo elevado.”

Mesmo admitindo que seria tecnicamente possível remover a viatura numa altura de mar mais calmo, o comandante sublinhou a necessidade de avaliar se o esforço justifica os riscos humanos envolvidos, dado o estado de destruição em que o automóvel se deve encontrar.

Joaquim Leonardo questionou a lógica da operação perante o perigo para as equipas de resgate: “Agora é preciso ponderar aqui o custo-benefício. Até que ponto é que todos os custos que terão, e riscos, porque alguém vai ter de descer lá abaixo, os mergulhadores vão ter de ir ancorar o veículo, que nesta altura já deve estar em muito mau estado.”

A segurança dos mergulhadores é a principal preocupação, uma vez que o local apresenta condições adversas que podem comprometer a visibilidade e a estabilidade de quem mergulha: “E neste caso, naquela zona, é extremamente arriscado. Estamos a falar de uma zona de rebentação (…) e ali os mergulhadores têm uma maré e umas correntes fortes que, naturalmente, representam sempre um determinado risco.”

Para agravar o cenário, a orografia do terreno também impede uma solução a partir de terra, inviabilizando o uso de maquinaria pesada no topo da falésia para içar o carro. O comandante explicou que não existem condições de segurança para operar gruas naquele local específico: “Ainda punha aqui outra dificuldade que esta situação tem que é o acesso ao próprio espaço por cima (…) Até isso facilmente se vê que não é possível.”

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