O vencedor da Casa dos Segredos 9, Pedro Jorge, foi o tema central da conversa no matutino da TVI desta sexta-feira, dia 2 de janeiro.
Depois de uma entrevista emotiva concedida a Cristina Ferreira no dia anterior, onde o concorrente falou sobre as suas fragilidades e a falta de bens no seu nome, as opiniões dividiram-se no estúdio do ‘Dois às 10’, com Cláudio Ramos a assumir a voz mais crítica contra o empresário.
Enquanto Cristina Ferreira e os restantes comentadores, como Cinha Jardim, destacaram a “honestidade desarmante” e a transparência de Pedro Jorge ao abordar temas sensíveis como a guerra familiar ou a dependência financeira da mulher, Cláudio Ramos mostrou-se implacável.
“Não, não são desabafos (…) Agora, eu acho que tudo aquilo foi um objetivo e uma manipulação”, atirou o apresentador, referindo-se aos monólogos que o concorrente fazia para as câmaras dentro da casa.
Para Cláudio Ramos, a postura de Pedro Jorge durante a entrevista não foi genuína, mas sim uma extensão da sua estratégia de jogo. “Dentro do jogo, e o que eu vi ontem aqui na entrevista, eu não lhe vejo, eu não lhe reconheço verdade. Eu vejo, não digo que seja mentira o que ele conta (…) acho que ele potencia imenso o que conta, para granjear das pessoas o aplauso”, explicou.
A discussão subiu de tom quando o tema da dinâmica do casal veio à baila. Cristina Ferreira alertou para o perigo de se normalizar discussões agressivas entre casais, ponto em que Cláudio Ramos foi perentório ao criticar a sociedade que votou em massa na vitória de Pedro.
“Se ele vence o programa, significa que para as pessoas que votaram nele, que foram muitas, graças a Deus, normalizam e acham aquilo normal. E o que é normal para as pessoas? É que o homem, a Marisa portou-se mal também, é que o homem fala mais alto para a mulher e a mulher continua a ficar num lugar inferior ao homem num casal”, lamentou o apresentador.
Cláudio Ramos fez ainda um paralelo entre a relação de Pedro com a mãe e com a mulher, sugerindo um padrão de comportamento controlador: “A mesma que ele tem com a Marisa, quando não a deixava falar, é igual. É igual”. Apesar das críticas duras, o apresentador ressalvou que aceita a vitória democrática do concorrente, mas recusou-se a “desculpar” atitudes com base na idade ou inexperiência de vida.