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Cláudio Ramos confronta André Ventura sobre as suas férias: “Vamos tirar o elefante da sala”

O apresentador da TVI quebrou o gelo logo no início da entrevista, esclarecendo os rumores de que fugia do candidato. Cláudio Ramos garantiu que, apesar de não concordar com as ideias políticas de Ventura, a democracia exige respeito por quem vota nele.

A campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, que coloca André Ventura frente a António José Seguro, aqueceu os estúdios da TVI esta manhã.

O candidato apoiado pelo Chega marcou presença no programa matutino, onde foi recebido por Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, mas foi o apresentador alentejano quem tomou a iniciativa de dissipar, logo no arranque, os rumores de que evitava cruzar-se com o político.

Cláudio Ramos decidiu abordar o assunto frontalmente, afirmando: “Para já temos que fazer uma coisa, vamos tirar o elefante dentro da sala, está aqui um elefante, que as pessoas acham sempre, o André também acho que achava, que eu pedia às minhas férias para não entrevistá-lo”.

Ainda fez questão de separar o plano pessoal do debate ideológico, sublinhando o respeito democrático: “Porque é importante uma coisa que falamos muito. Uma democracia é uma democracia. E eu contra o André, em particular, não terei nada, obviamente. Contra as suas ideias políticas é outra coisa que se pode discutir, como o André também dá uma validade às minhas”. Cláudio reforçou ainda que “muitas pessoas votam em si, e por muitas pessoas votarem em si, elas merecem o mesmo respeito do que outras que votam por isso”.

André Ventura agradeceu a frontalidade e concordou com a necessidade de civismo, respondendo que “é importante que a democracia, e oxalá todos fizessem o mesmo, conseguíssemos separar as nossas posições pessoais daquilo que é a discussão que é preciso ter sobre o país”.

No entanto, a cordialidade inicial deu lugar ao ataque político quando Cristina Ferreira questionou o candidato sobre a descida nas sondagens e o aumento dos indecisos. Ventura desvalorizou a sua quebra e focou-se no adversário: “No caso do meu adversário não tem havido pequenas quedas, tem havido grandes quedas. Está quase com menos de 10 pontos em relação à semana passada”.

O candidato justificou estes números com a performance no debate televisivo e recuperou uma alcunha antiga para descredibilizar o oponente socialista: “Quando houve um debate as pessoas perceberam isto, é que o António José Seguro era por isso que lhe chamavam Tozer quando ele estava no Partido Socialista. É porque não tem ideias de nada, as pessoas ficaram com essa ideia”.

Questionado por Cristina Ferreira sobre a necessidade de utilizar termos como “Tozé”, André Ventura defendeu o seu estilo agressivo, argumentando que o país não pode ter um líder indeciso: “Nós não podemos ter um Presidente da República que faz o caminho para a Presidência da República a tentar dizer zero, agradar a todos e não tomar posição sobre nada. Este é o pior tipo de políticos que temos”.

A conversa derivou depois para a comparação com o atual Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa. Ventura criticou a postura de apenas mostrar afeto sem apresentar soluções concretas, recordando a tragédia de Pedrógão Grande: “Eu lembro-me de ver o Marcelo Rebelo de Sousa ir a Pedrógão, abraçar as pessoas. E bem, eu faria o mesmo. Abraçar as pessoas e dizer-lhes assim, eu prometo-vos que nenhuma casa vai ficar porque eu restituí”. Quando confrontado com os limites do poder presidencial, Ventura insistiu na responsabilidade da palavra dada: “Mas ele prometeu, ele deu a sua palavra, deu a palavra do Estado”.

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