Cláudio Ramos elogia a ex-companheira: “Se falarmos de 70% da base da educação, é à mãe que se deve”
O apresentador marcou presença no formato conduzido por Zé Lopes e falou sobre os desafios da paternidade, a perda de controlo no dia a dia com o crescimento da filha e o peso do seu nome na carreira de Leonor.
O estúdio do programa Bom Dia Alegria, do V+ TVI, voltou a ser palco de confidências na manhã desta quarta-feira, 1 de abril.
Depois de abordar o cansaço extremo que o levou a abrandar o ritmo de trabalho, Cláudio Ramos aceitou o desafio de Zé Lopes para folhear outro capítulo da sua vida íntima: a paternidade. Aos 22 anos, Leonor, a única filha da estrela da TVI, decidiu seguir as pisadas do pai na área da comunicação, uma escolha que, inicialmente, gerou alguma apreensão no seio familiar.
Questionado sobre os receios de ver a filha ingressar num meio conhecido pela sua instabilidade, o apresentador confessou que o tema é debatido abertamente entre os dois. “Não, eu falo muito com ela sobre isso e digo sempre que eu não sou um exemplo, eu não posso ser um exemplo para ela, exemplo de caminho, porque o meu caminho e o dela foram muito diferentes”, começou por explicar.
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O comunicador admitiu que chegou a suspirar de alívio quando Leonor optou por outro curso numa fase inicial, mas a vocação acabou por falar mais alto: “Quando ela me disse ‘vou estudar ciências…’ Ela fez História primeiro um ano e eu pensei ‘ai meu Deus do céu, já me livrei, ela agora faz História e está toda contente’. Quando ela me diz ‘quero ciências da comunicação’, tu pensas ‘ela vai desaguar nisto’. Mas também não é justo ela não escolher o que quer fazer só porque o pai trabalha na área. É claro que ela sabe, se eventualmente ela um dia estiver sentada numa cadeira destas, ela vai ser olhada como a filha do Cláudio Ramos.”
Apesar do peso mediático do apelido, o rosto das manhãs de Queluz de Baixo mostra-se confiante nas capacidades da jovem, destacando os seus interesses específicos. “Eu vejo-a muito vocacionada para rádio, para marcas, eu vejo-a muito focada. Agora, é um caminho diferente, é mais fácil, porque teve um caminho diferente até esta idade, teve uma infância, um caminho diferente até este crescimento, mas também há de ser mais difícil porque as coisas também estão muito mais difíceis. Se bem que na televisão, por exemplo, ou na comunicação no geral, há mais, há um leque maior para decidir”, avaliou, garantindo que com a cabeça organizada tudo se consegue.
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A conversa fluiu naturalmente para a inevitável dor de crescimento que os pais sentem quando os filhos “ganham asas”.
Cláudio Ramos não escondeu a sua vulnerabilidade ao descrever a transição de Leonor para a vida adulta e independente na capital. “Eu olho para ela às vezes como uma criança, estou a falar com ela e penso: ‘Ela já não é uma criança, vamos lá ver.’ A mim o que me custou mais foi a vinda dela para a universidade, porque até ali era como se ela estivesse debaixo da nossa asa (…) O que me custou mais foi ela viver sozinha para Lisboa, porque apesar de estar perto da minha casa, ela já está na casa dela, foi a sensação de: ‘Agora já não há nada a fazer, já está solta, agora vocês joguem com o que quiserem’, fez-me um bocadinho de confusão. Senti que era um crescimento e percebi que foi muito rápido”, desabafou com Zé Lopes.
Para o experiente comunicador, o grande desafio reside na perda da gestão diária da rotina da jovem. “Aquela coisa de tu não podes controlar a tua filha quando ela está em Lisboa. Tu podes estar atento, ela pode saber que pode contar contigo, mas tu não controlas. Ela tem o seu grupo de amigos, o seu namorado, as suas amigas, a sua vivência. É outra coisa completamente diferente. Aí perdes o controlo ao quotidiano da vida dela”, refletiu, salientando a importância de manter a comunicação sempre presente.
No que toca à base sólida que sustenta o crescimento de Leonor, o apresentador fez questão de enaltecer publicamente a ex-companheira, Susana. Garantindo que ambos sempre partilharam o mesmo foco e ideais na educação da filha, Cláudio foi perentório ao atribuir os louros da presença constante à mãe da jovem. “Aqui é justo que se diga que a Susana esteve muito mais presente na educação da Leonor, quanto mais não seja porque esteve a semana toda com ela. Eu estava aos fins de semana desde que a Leonor nasceu, vinha trabalhar para Lisboa”, contextualizou.
E rematou: “Se falarmos de 70% da base da educação, é à mãe que se deve, porque teve muito mais tempo com ela, esteve na escola com ela, esteve muito mais tempo com ela. Agora, naquilo que é o baluarte do que se quer que seja, tivemos sempre os dois e nunca houve nenhum problema.”