Cláudio Ramos recorda o caminho duro até ao topo: “Já fiz muita porcaria que não gostei”
O apresentador falou sobre tristeza e melancolia, emoções que reconhece como parte estruturante da sua identidade.
Hoje é uma das principais figuras da televisão portuguesa, com o privilégio de escolher quem entrevista, mas Cláudio Ramos não esquece o que teve de fazer para chegar onde chegou.
Em entrevista à Antena 3, o apresentador recordou os sacrifícios profissionais do passado, “Eu tenho a sorte e o privilégio de poder fazer coisas e trabalhos que gosto. Mas, nesta altura, já fiz muita porcaria que não gostei”, admitiu, “Já tive de entrevistar pessoas que não me agradaram nada. Já tive de estar em lugares que eu não gostei. Já tive de fazer programas que eu não amei. Mas faz parte, eu tinha de pagar contas e tinha de chegar aqui.”
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Cláudio Ramos revelou ainda que tem uma “intuição muito apurada”, mas que muitas vezes a ignorou por teimosia, o que resultou em desilusões, “Se alguma coisa me dizia ‘não vais’ e eu, por teimosia, queria ir, é culpa minha”, refletiu.
Agora, numa fase consolidada da carreira, Cláudio valoriza a liberdade editorial que conquistou, “Nós entrevistamos as pessoas que gostamos, as histórias que nós escolhemos. Nesse aspeto, sou um felizardo”.
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