Cláudio Ramos recusa expor a vida íntima e avisa: “O amor é uma fatura paga a longo prazo”
Aos 52 anos, o rosto das manhãs abriu o coração sobre o lançamento de 'O Amor Não Morre'. Sem falsas modéstias, orgulha-se do seu trajeto profissional e garante que aprendeu a escolher as suas guerras.
Cláudio Ramos acaba de lançar o seu sexto romance, intitulado O Amor Não Morre.
O projeto literário serviu de rampa de lançamento para uma entrevista profunda à revista Nova Gente, onde o apresentador da TVI viajou pelos seus 52 anos de vida e por uma carreira de três décadas construída a pulso.
Convidado a resumir a sua própria história romântica, o comunicador traçou um limite claro e intransponível. “A minha pessoal fica para mim, aprendi que, quando menos a nossa vida pessoal estiver exposta, mais felizes somos. Já dou tanto de mim todos os dias…”, justificou. Em contrapartida, as páginas do seu novo livro exploram a fundo as dinâmicas dos afetos e os estragos emocionais das paixões: “A história deste livro resume-se às vidas paralelas de pessoas comuns que se cruzam e que têm no amor, e na falta dele, a base para a maioria das suas vidas e das decisões que tomam, sendo que, muitas vezes, apesar de erradas, lhes pareceram as certas. Tal como na vida real, o amor é uma fatura paga a longo prazo.”
Leia também: Mónica Sintra abre o coração sobre a saúde e a perimenopausa: “Obrigou-me a ouvir o meu corpo”
Questionado se é uma pessoa fácil de amar ou se a tarefa exige uma dose extra de bravura a quem se aproxima, o rosto das manhãs entregou uma visão bastante crua e despida de romantismos infantis sobre os relacionamentos. “Eu acho que o amor é um tremendo ato de coragem, para se amar e para se ser amado. Acho isso no geral”, avaliou.
A frontalidade sempre foi a imagem de marca de Cláudio Ramos, uma característica inata que moldou a sua persona televisiva. Confrontado com o peso dessa postura sem filtros, admitiu que o facto de dizer sempre o que pensa lhe trouxe “seguramente muitos sarilhos e uma enorme liberdade desde sempre, porque nunca ninguém me impediu de o fazer ou pediu que não o fizesse.”
Leia também: Hugo Mendes fala sobre sofrimento e ‘compara’ morte do Diogo Jota a morte do irmão
O tempo, no entanto, encarregou-se de lhe afinar a estratégia de sobrevivência no meio mediático: “Mas, com a idade, aprendi uma outra coisa: dizer aquilo que vale realmente a pena e a usar a palavra ‘não’ sempre que me apetecer. Aprendi a não tentar ganhar guerras que não são minhas e entrar apenas para lutar pelo que me faz sentido.”
E se o passado tem episódios controversos na televisão, o arrependimento simplesmente não mora no seu dicionário. O apresentador não perde tempo a pensar se devia ter ficado calado em certas ocasiões. “Acho que não, porque se em determinada altura disse alguma coisa, fosse o que fosse, é porque me fez sentido”, refletiu.
Seguro do império que desbravou, deixou uma nota de amor-próprio indestrutível sobre o homem que é hoje: “Não sou nada desses arrependimentos. Eu sou o que sou fruto do meu caminho e não faço questão de mudar uma linha do que ele foi. Tenho um orgulho gigante na minha história. Acho o meu caminho pessoal muito bonito e o meu trajeto profissional um exemplo até aqui. Sou zero modesto com essas coisas.”