Comandante Moutinho emociona recrutas da 1.ª Companhia com presentes simbólicos antes da final
O líder da 1.ª Companhia juntou os finalistas para um último discurso antes da grande decisão. Moutinho explicou o lema dos paraquedistas e enalteceu a união e a amizade criadas ao longo de 50 dias de isolamento.
A tarde na base militar da 1.ª Companhia ficou marcada por um dos momentos mais solenes e emotivos de toda a edição.
A final que é já amanhã, o corpo militar, liderado pelo Comandante Moutinho, reuniu os recrutas para um último discurso oficial. Longe da rigidez e da exigência física que caracterizaram os últimos 50 dias, as palavras do líder da caserna focaram-se na amizade, na superação e no forte vínculo criado entre todos.
O Comandante Moutinho começou por desconstruir o conceito de adeus, preferindo focar-se na permanência das relações construídas durante o programa. O militar partilhou a sua visão com o grupo: “Obrigado. Ok. Ora bem, isto para mim não há despedidas. Há sempre um até já, ou um breve, ou o que quer que seja. Porque as pessoas, quando se conhecem e quando criam laços, não se despedem. Estão sempre presentes. De uma maneira ou de outra. Ou fisicamente, ou nas nossas almas, nos nossos corações. E é isso que vocês vão estar em todos nós”.
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Para inspirar os finalistas para o regresso à vida civil, o líder da companhia recorreu ao emblemático lema das tropas paraquedistas, explicando o seu significado profundo. O Comandante recitou e explicou: “Para além disso, o lema da nossa tropa começa por a perguntar o que somos. E nós respondemos, amigos. Portanto, além de camaradas, somos amigos. Porque damos a vida, fazemos o que for preciso pelo camarada que está ao nosso lado. O que queremos? Alvorada. Queremos um novo dia. Queremos os desafios. Queremos que as coisas não parem de acontecer. O que amamos? O perigo. Porque nada tememos. É o que nos dá prazer. É como nos sentimos bem. O que tememos? Nada. Porque não há nada que nos faça temer o que quer que seja. Nem a morte”.
O desejo do Comandante é que esta bravura seja transportada para o dia a dia de cada concorrente, acrescentando: “Espero que nas vossas vidas nada vos faça temer em nada e que estejam mais preparados para enfrentar qualquer desafio que tenham pela frente”.
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Para materializar estas palavras, o corpo militar preparou duas ofertas carregadas de simbolismo. A primeira remeteu para a confiança extrema exigida nos exercícios militares. Moutinho mostrou os objetos e declarou: “Para além disso, há uma linha que nos une a todos. Estes 50 dias que aqui passámos são dias que vão ficar para sempre na nossa memória. E como recordação disso, eu tenho aqui estes cabos. São os cabos que vocês algumas vezes usaram ali para fazer rapel ou o que quer que seja. São os cabos de salvação que vos ligam à vida. Estão aqui todos unidos. Nós vamos separá-los, mas vamos querer entregar a cada um de vocês um cabo destes para que saibam e para que estejamos sempre presentes em vocês”.
O momento culminou com a chamada da recruta da semana, Soraia Sousa, à frente do pelotão, para receber a segunda e última lembrança em nome do grupo. Tratava-se de um objeto que simboliza a disponibilidade eterna dos instrutores para com os formandos. O Comandante Moutinho concluiu: “Para além disso, tenho aqui um relógio para saberem que 24 horas por dia estamos disponíveis para o que for preciso. Sempre. Simbolicamente, temos aqui uma hora marcada. Qual? 10h35. Exatamente. Soraya, um abraço”.