Comandante Moutinho mete ordem na casa após queixas: “Ninguém está aqui para torturar”
Depois de acordar "mal-disposto", José Moutinho deixou um aviso sério ao grupo. O responsável quer que a disciplina da parada se mantenha 24 horas por dia e defende o papel dos instrutores.
O dia na “1.ª Companhia” começou com uma formatura impecável, mas também com um aviso sério por parte do Comandante José Moutinho, que sentiu necessidade de esclarecer o papel da hierarquia militar perante o grupo de famosos.
Dirigindo-se aos recrutas na parada, Moutinho confessou que o seu dia não tinha começado da melhor forma, mas que a postura do grupo o tinha animado: “Eu acordei mal-disposto, mas já fiquei bem-disposto, porque chego à parada e vejo a companhia formada impecáveis”, elogiou inicialmente.
No entanto, o Comandante rapidamente mudou o tom para deixar um alerta sobre o comportamento dos concorrentes fora das horas de instrução formal: “Espero que, durante a noite, vocês tenham as mesmas atitudes que tiveram hoje ao formar, ou seja, sejam disciplinados e saibam o que estão a fazer”, pediu.
José Moutinho sublinhou a importância de manter a coerência no tratamento com os superiores, exigindo que os recrutas “se dirijam aos vossos instrutores com o mesmo respeito e consideração como que estão nesta parada neste momento”.
Numa clara resposta às queixas ou murmúrios que possam ter surgido sobre a dureza do treino, o responsável fez questão de desmistificar as intenções da equipa: “Os instrutores não estão aqui para vos atormentar, ou para vos fazer a vida negra, ou para vos desrespeitar. Eles estão aqui para serem um exemplo para vocês”, garantiu.
Para o Comandante, o objetivo do programa vai muito além do entretenimento ou do sofrimento físico, focando-se na aprendizagem de valores que os concorrentes poderão levar para casa: “Que vos traga algo de positivo para as vossas vidas civis. No mínimo, quanto ao saber estar, quanto ao saber respeitar e quanto ao saber enfrentar problemas da melhor maneira possível, pelo autocontrolo”, explicou.
Moutinho encerrou o discurso com uma mensagem de tranquilidade, reforçando que a pressão exercida tem um propósito pedagógico e de crescimento pessoal, e não de humilhação: “Ninguém está aqui para torturar, para chincalhar, para rebaixar, ou o que quer que seja. Antes, pelo contrário. E eu quero que vocês compreendam isso. Qualquer atitude da nossa parte é em prol do vosso crescimento como pessoas”, rematou.