Comentadores V+ Fama debatem entrada de Rúben Aguiar na cadeia do Funchal: “É melhor ir logo cumprir”
Cláudia Jacques, António Leal e Silva e Marta Aragão Pinto analisaram os novos desenvolvimentos no caso de Ruben Aguiar...
A entrada de Rúben Aguiar no Estabelecimento Prisional do Funchal dominou a atualidade no programa “V+ Fama” desta quinta feira.
O cantor madeirense começou a cumprir a pena de seis anos por tentativa de homicídio, após atropelar Carlos Sales numa bomba de gasolina em Alcochete, em 2023. O painel de comentadores analisou a antecipação da detenção e partilhou opiniões fortes sobre todo o processo.
Adriano Silva Martins abriu o tema recordando a informação exclusiva dada pelo formato na semana passada. O apresentador explicou aos colegas e aos telespectadores que o músico tinha até dia 19 de maio para entrar em prisão, mas o cenário mudou drasticamente. “Depois do requerimento feito pela defesa de Carlos Sales, a vítima antecipou se e já entrou. Esta noite já passou a noite na cela da prisão”, revelou.
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Cláudia Jacques destaca logo a abrir o espaço de análise para sublinhar o tempo que o artista madeirense já cumpriu noutro regime e a pressão exercida por quem sofreu as consequências do crime. “É verdade, já tinha estado 2 anos em prisão domiciliária. E pelos vistos, a vítima achou que devia insistir para que o processo fosse mais rápido, a entrada dele na cadeia, e assim aconteceu”, começou por afirmar.
Avaliando o futuro do cantor, a comentadora acrescentou: “E agora vai fazer o resto da pena, são 6 anos que lhe estão atribuídos, poderá depois haver atenuantes com o comportamento, não ter acidentes, mas vai agora uns anos, já está, finalmente, já está na cadeia, pronto. Mas já teve a sorte, pelo menos estar 2 anos em casa”.
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António Leal e Silva defendeu uma postura pragmática perante as decisões judiciais, afirmando que quando o processo transita em julgado a resistência é inútil. “Não vale a pena, no meu entender, estar a adiar muito, porque acaba sempre por ter que se cumprir a pena. (…) É melhor ir logo cumprir, é melhor não deixar para amanhã aquilo que vocês vão fazer hoje”, aconselhou o comentador de forma perentória.
A conversa derivou ainda para uma nota de humor sobre a emissão anterior, com Marta Aragão Pinto a recordar a indignação do colega Pedro Capitão. A comentadora lembrou que Capitão frisou com veemência que estar em prisão domiciliária não é a mesma coisa do que estar dentro de uma cela. Adriano Silva Martins brincou com a situação, garantindo entre risos (e brincadeira está claro) que a detenção imediata foi “graças à pressão do Capitão”.
Apesar do tom descontraído em alguns momentos, o debate tornou se mais sério quando se analisou a moldura penal de Rúben Aguiar. António Leal e Silva confessou as suas dúvidas sobre os seis anos de cadeia aplicados ao caso. “Os juízes saberão muito bem, muito melhor sabem, é melhor do que eu, como é óbvio, as decisões que têm que tomar (…) mas eu acho que talvez 6 anos por uma coisa que se passou ali numa estação, 6 anos é muito tempo, certo? Mas não, eles saberão qual foi”, ponderou.
Adriano Silva Martins fez questão de separar a sua empatia pessoal face a Rúben Aguiar da enorme gravidade dos atos cometidos, e recordou que o cantor atropelou uma pessoa num momento de tensão e depois abandonou o local. A vítima sofreu ferimentos graves e foi submetida a várias intervenções cirúrgicas ao longo dos últimos anos.
Neste ponto, Marta Aragão Pinto assumiu uma posição muito firme e inabalável ao lado do ofendido. “Eu aqui gosto sempre de me pôr no papel da vítima. Por mais simpatia que nós tenhamos pelo Rúben Aguiar, nós temos que nos pôr no lugar da vítima. E se fôssemos a vítima, íamos querer que a pessoa que nos atropelou e que nos deixou fosse presa o mais rápido possível e vermos a Justiça a atuar, porque isto não pode acontecer. E tem que servir de exemplo e que sirva de exemplo esta gente”, atirou a comentadora.
Cláudia Jacques, ainda deixa a nota que a vítima também “levou as coisas a extremos” durante a altercação na bomba de gasolina, insinuando uma eventual provocação, mas António Leal e Silva encerrou o tema com um voto de confiança absoluto no sistema legal português. “Para isso existem os juízes, são formados e preparam se para tomar decisões. Já tomaram? Está tomada? Agora tem de cumprir”, rematou.