“É horrível dizer-se que está a ser feita história, mas eu acho que está”: V+ Fama analisa caso Epstein
A detenção do ex-príncipe britânico por suspeitas de passar informações privilegiadas dominou a emissão. Os comentadores frisaram a gravidade da troca de influências, com Marta Aragão Pinto a suspeitar dos lobbys poderosos.
A notícia da detenção do Príncipe André caiu como uma bomba mediática e dominou imediatamente o alinhamento do programa V+ Fama.
Adriano Silva Martins abriu a emissão de forma taxativa, anunciando aos telespectadores a gravidade dos acontecimentos no Reino Unido e esclarecendo os contornos da operação policial que envolve o irmão do rei Carlos III.
O apresentador introduziu o tema afirmando: “É sério, é uma última hora. O ex-príncipe André, o irmão do rei Carlos de Inglaterra, foi detido hoje de manhã na sua casa de Londres pelas suas ligações ao caso Epstein. É verdade. O ex-príncipe André, ex-marido de Sara Ferguson e filho da rainha Isabel II, foi detido hoje, dia que completa 66 anos, António Leal e Silva, pelas suas ligações ao caso Epstein, Mas temos que esclarecer que não é por tráfico humano ou por abusos sexuais”.
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António Leal e Silva tentou inicialmente suavizar a terminologia utilizada para descrever a ação das autoridades, referindo: “Muito obrigado por dizer que eu acho que era melhor, em vez de ser que foi detido, eu pessoalmente, mas é uma opinião pessoal, eu acho que é melhor dizer que foi chamado a depor”. No entanto, Adriano Silva Martins cortou as dúvidas de imediato: “Não vamos aqui com preciosismos judiciais. Ele foi detido. Foram à casa busca-lo (…) Polícias à Paisana”.
Ultrapassada a questão semântica, António Leal e Silva explicou as verdadeiras suspeitas que recaem sobre o membro da realeza britânica, que envolvem a passagem de documentação, e concordou que a justiça tem de atuar de forma cega. O comentador sublinhou que a investigação se deve a “trocas de informações comerciais e políticas” e frisou a sua posição moral: “Sim, confidenciais no sentido comerciais e políticas entre as duas pessoas, entre o Príncipe André e o Epstein… ninguém Pode e deve estar acima da lei. A lei existe num país e tem que ser para todos”. Sobre a perda de estatuto, António fez questão de lembrar que “o título nasce-se príncipe, morre-se príncipe. Ponto, final, parágrafo”.
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A análise mais incisiva chegou pela voz de Marta Aragão Pinto, que considerou o momento um marco triste, mas necessário, na história da monarquia. A comentadora declarou: “É horrível dizer-se que está a ser feita a história, mas eu acho que está… Pelo mais negativo que pode existir. Ou seja, quando um príncipe, ex-príncipe, que quiserem, é detido, mostra aquilo que estavas a dizer, que ninguém está acima de nada. Não há poder nenhum, não há realeza nenhuma que esteja acima de casos de pedofilia, tráfico sexual”.
Para concluir, Marta deixou um alerta sobre as ramificações deste escândalo, antecipando que o pior ainda pode estar para vir: “Neste caso, é aquilo que exerce. Mas que eu acho que é aqui a ponta do iceberg, porque aquilo que tem vindo a público é que há muitos e-mails que mostram que esta troca de influências, que este mover de lobbies e de poderosos, que há muita informação confidencial que foi dada em troca, sabe-se lá do quê”.