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“E se for uma cilada terrivelmente montada?”: Painel da CMTV analisa julgamento de Nuno Homem de Sá

O programa Tarde das Estrelas debateu as atitudes do ator e de Frederica Lima no primeiro dia de audiências. Os comentadores recordaram a relação tóxica do antigo casal.

O arranque do julgamento de Nuno Homem de Sá, no Tribunal de Torres Vedras, dominou a análise do programa Tarde das Estrelas, da CMTV.

O painel de comentadores avaliou o comportamento do ator e da assistente do processo, Frederica Lima, durante o primeiro dia de audiências do processo de violência doméstica.

Daniel Nascimento iniciou o debate contextualizando a decisão da queixosa de não querer estar perante o arguido e explicou: “a prerrogativa de uma vítima solicitar que o alegado agressor não esteja presente na sala é uma prerrogativa que está na lei, portanto não é uma coisa que alguém invente. A juíza pode também decidir por aí, a pedido da vítima, para evitar qualquer tipo de confronto e qualquer tipo de reação por parte da pessoa que está a ser acusada e que aquilo descambe dentro do tribunal”.

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Apesar de defender o direito de Frederica Lima, Daniel Nascimento apontou críticas à postura do ator à porta do tribunal: “Em relação à postura do Nuno Homem de Sá, é isto que acontece sempre, essa postura de estar a falar e estar com um sorriso irónico. Eu acho que se eu estivesse a ser acusado de violência doméstica, a última coisa que eu estaria a fazer era rir-me a falar sobre isso. Ou a sorrir, ou a tentar ser irónico, ou qualquer tipo de postura que pudesse levar-nos a pensar alguma coisa”. O comentador fez questão de sublinhar a toxicidade que marcou o namoro do ex-casal, embora tenha ressalvado que isso não isenta a existência de um agressor e de uma vítima.

Jéssica Antunes abordou a forma como a opinião pública sobre Nuno Homem de Sá pode estar a ser utilizada pela acusação: “Eu acho que, neste caso, ela própria está a tirar partido da ideia que as pessoas têm do Nuno Homem de Sá. Porque ela faz aqui acusações realmente muito graves, a ser verdade, são coisas realmente muito graves, mas também sabemos que ela estava e esteve durante vários anos em relações abusivas, em relações tóxicas, e que isso depois pode ter fomentado aqui mais o querer vingar-se de todas as relações que teve”.

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A ex-Big Brother ainda aprofundou o seu raciocínio, apontando responsabilidades a ambos os intervenientes: “Não estou aqui a defender ninguém, a atenção, se isto for confirmado, eventualmente, é algo mesmo muito grave, mas o que eu quero dizer é que aqui eu acho que existem dois culpados, por assim dizer, e ele também já veio aqui dizer em praça pública que ela também o maltratava, que ela também lhe batia. O facto de ele ter comportamentos passivo-agressivos perante a sociedade, e mesmo no próprio Instagram, comportamentos que não abonam neste tipo de situações, faz com que ela tire partido disso para esta situação em específico”.

Paulo Batista levantou dúvidas sobre as movimentações mediáticas de Frederica Lima, nomeadamente a decisão de requerer que o julgamento decorra à porta fechada após meses de exposição pública do caso. O comentador demonstrou a sua perplexidade: “A Frederica Lima fez-se valer sempre das redes sociais, das notícias, para todo o tipo de manifestação que fez em relação ao caso. Hoje, que tem tudo para mostrar, tem tudo para ser público, porque o julgamento é à porta aberta, exige porta fechada. Eu aceito que ela exija não querer ver o suposto arguido. Tudo bem. Agora, fechar o julgamento até à decisão final, deixa-me baralhado. Mas ela quis mostrar tanto, quis provar tudo, e agora que pode fazê-lo no sítio certo, quer fechar a porta”.

O comentador foi mais longe e questionou o cenário da inocência do ator perante a gravidade das acusações de que é alvo: “E se for uma cilada terrivelmente montada? Se for mentira, o comportamento dele não foi assim tão desajustado, sendo uma mentira crassa. Custa-me acreditar que alguém tenha também a maldade de fazer isto, mas supondo que o julgamento dá numa absolvição do arguido. É assustador, não é? Onde é que está o comportamento passivo-agressivo? Será que ele não foi muito cauteloso e muito calmo, tendo em conta a barbaridade da acusação?”.

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