
Eduardo Madeira sentou-se esta quinta-feira no sofá do Dois às 10 para expor o drama familiar que tem vivido nos últimos meses, abrindo o coração sobre o caso de bullying de que a sua filha Leonor, de apenas 12 anos, foi alvo na escola.
A emissão da estação de Queluz de Baixo arrancou com um testemunho em vídeo da própria criança, que relatou o pesadelo que enfrentou quando uma nova colega a isolou do seu grupo de amigas, atirando a sua confiança para o fundo do poço: “Eu sentia muita tristeza, muita aflição. Fui-me sentindo muito rejeitada e isso alterou muito a minha autoestima e a minha maneira de ver as coisas”.
A mudança drástica de comportamento fez soar os alarmes em casa, com o ator a revelar a Cristina Ferreira e Cláudio Ramos que a jovem extrovertida deu lugar a uma criança isolada e sem vontade de ir às aulas: “No início deste ano letivo, a Leonor transformou-se a 100% e percebemos que o problema era um bocadinho mais grave. Fomos logo muito rápidos a reagir”.
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Eles sabiam que tinham de atuar e passou logo por tirar a jovem daquele ambiente tóxico e mudá-la de colégio, mas o humorista garantiu que os ataques continuaram a chover através da internet: “As pessoas hoje em dia, com as redes sociais, podes mudar de escola, mas também podes mudar de planeta. Se eles quiserem, vão atrás de ti. E eu percebi isso da pior maneira”.
O balde de água fria maior estava guardado para a reação dos pais das crianças agressoras, pessoas com quem Eduardo e Joana Madeira mantinham laços estreitos de amizade e que preferiram varrer o caso para debaixo do tapete.
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Completamente fulo com a desvalorização do sofrimento da filha, o ator não perdoou a traição e rasgou os antigos amigos em direto: “Tentávamos falar com os pais, ignoraram-nos olimpicamente, acham que nós somos malucos. Tive grandes amigos que se afastaram automaticamente de nós, e puseram-se contra esta situação. Para mim o grande espanto, pessoas que eu adorava viraram-nos automaticamente as costas”.
O rosto da TVI rematou o desabafo com um apelo aos portugueses para não normalizarem estas agressões e deixou um aviso sério a quem tenta abafar os casos de bullying para proteger a sua imagem: “Como se diz hoje em dia, a vergonha tem que mudar de sítio. Ou seja, a vergonha tem de ser de quem está a fazer mal, não é de quem é vítima”.