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ENTREVISTA EXPLOSIVA! RICKY: “Um homem apontou-me uma arma para lhe fazer sexo oral. Vivi com essa dor…”

Amigo de infância da Vanessa do SS3, numa conversa EXCLUSIVA nua e crua. Sem tabus!

Ricardo Costa, expulso na gala deste domingo, 1 de Março. Sem filtros. Marido e pai da filha de Liliana da ‘Casa dos Segredos’ responde a tudo!

DIOGUINHO – Tem visto muito o TVI Reality?

RICKY – Hoje aproveitei um bocadinho o dia para estar com a minha filhota e agora estou na casa dos meus pais. Ela também está nos outros avós.

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Foi a primeira vez que tiveste contacto com este mundo da televisão?

Nós somos amigos da Vanessa Ferreira, a ‘Van Free’. Ela andou comigo na escola e, por coincidência, a minha mulher é a melhor amiga dela. Ela também reside na Suíça, como nós, e o laço ficou maior ainda. Na altura, a Vanessa até levou roupas do meu amorzinho para dentro da Casa.

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Vocês estavam lá na Suíça e como é que fizeram os castings?

A logística foi basicamente fácil. Agora, que iríamos estar longe, pelo menos da minha parte, nunca me entrou na cabeça, porque eu sempre fui um azarado, tudo que eu me inscreva, nunca entro. Quando éramos chamados, apanhávamos o aviãozinho, íamos a Lisboa, fazíamos o casting e voltávamos. Era isso que eu fazia. Juntos, acho que só fizemos o último, salvo erro.

O resto, fizemos tudo individualmente. Nas últimas… Aí é que eu vi que a coisa estava séria, porque até lá eu estava “pronto deixa ver”, já tinha feito o aviso à minha empresa, que eu tenho um contato vitalício, e tinha avisado que era possível que entrasse, para eles estarem à espera. Dois diazinhos antes de começar o programa, tive que fazer uma reunião de urgência com os chefes, porque nós somos uma multinacional que tem várias áreas. A minha área, mesmo, cozinhas e eletrodomésticos comuns.E isso foi verdade, o que eu falei lá. E eles, “ah, não, porque neste momento é chefe, é complicado arranjar substituto, e não pode ser, e não sei o quê”. Eu disse, “então vou pensar no vosso assunto”.

E eles, “mas ficas ou vais”. “É como eu vos disse, vou pensar no vosso assunto. Eu já estava ciente, tive tempo suficiente para contrapor o psicológico deles. Depois de algum tempo lá fizeram o reverso e aceitaram. Eu, pá, fiquei alegre, né? Pronto, olha, vou viver uma experiência top. Vou conseguir fazer, mexer aquelas minhas cabeças, que era o meu ímpeto. Mas, afinal, foi sol de pouca dura.

ENTREVISTA EXPLOSIVA! RICKY: "Um homem apontou-me uma arma para lhe fazer sexo oral. Vivi com essa dor..."
ENTREVISTA EXPLOSIVA! RICKY: “Um homem apontou-me uma arma para lhe fazer sexo oral. Vivi com essa dor…”

Deixou o certo pelo incerto…

Eu, inicialmente, entrei para essa empresa como chauffeur, era camionista Pegava nas cozinhas, metia noutro lado e ia distribuindo pelas casas acima.

Ou seja, ia até ao sexto andar com o móvel às costas. Depois tive uma lesão e, como estava a demorar-me bastante tempo, que foram seis meses, rasguei o gémeo, eles indicaram que pelo menos a 50% deveria fazer alguma coisa nem que fosse sentado, ou se poderia, e eu, “ok, vamos tentar”. A sorte, no azar, foi que eu tinha tirado programação aqui em Portugal, tinha curso de informática, comecei a mexer nos computadores, a dar a entrada das coisas, e eles “eh pá, mas tu percebes disto”. “Sim, percebo, mas pronto, como estou na Suíça, a língua e tudo, nunca tentei ir buscar as referências”. E, pronto, acabei por ficar, gostaram, e no ano passado subi para chefe de armazém, lá está, tudo com trabalho árduo e acho que é assim que tem sido a minha vida.

Como apareceu a hipótese de emigrar?

Eu residi na Suíça até aos sete anos, os meus pais já eram emigrantes, eles estiveram lá, o meu pai era chefe de cozinha, a minha mãe era empregada de mesa. Depois resolveram abrir um restaurante em Portugal, em Viana do Castelo, ao lado do Santoinho. Aquilo funcionava muito bem, só que o azar deles foi que aquilo era uma estrada nacional, passavam lá os trabalhadores, faziam as refeições diárias. Entretanto, abriram uma via rápida e os clientes fugiram para o outro lado. Entrou em bancarrota, ou seja, o restaurante foi à falência, e eles tiveram que fechar. Depois, o meu pai decidiu emigrar outra vez, para aguentar as contas, para equilibrar os desgastes do restaurante, e voltou para a Suíça.

Nesse momento, a minha mãe fica connosco, em Portugal, comigo e com a minha irmã. Fiz a escola, tive aqui a minha infância, depois, mais tarde, acabei os estudos e tudo, ainda me juntei com uma rapariga, as coisas não deram certo, quatro anos de relação. Pelo que se ouvia falar, e porque ela o disse também, houve algumas traições, eu fiquei deprimido, triste, não queria sair de casa, tudo o que me envolvia, as zonas de Viana, sei lá, tudo, tudo o que me fazia lembrar dela, ficava maluco, triste, ficava deprimido, então resolvi pegar e ir para a Suíça. Inclusive o meu pai tinha dito, ‘eu arranjo-te qualquer coisa, tenho lá os contactos’. Estava de férias, fui a um grupo qualquer do Facebook, arranjei um trabalho qualquer, e lá fui eu, arriscar, e fez-me bem, porque fez-me renascer, fez-me abstrair do desgosto amoroso.

E como surgiu a Liliana na sua vida?

Entretanto, já depois de algum tempo, estava cá de férias, indo de encontro à história da Liliana, os meus amigos, ‘eh pá, anda a uma festa, vai um gajo fazer anos, não sei o quê, mas eu nem conheço o gajo, vou lá fazer a festa o quê? Vem, não sei o quê, vai ser fixe’, pronto, e lá fui. E o que é que acontece? Ela também estava lá.

Foi amor à primeira vista?

Gerou logo interesse, a maneira que nós falávamos, a coincidência das ideias, depois trocávamos mensagens, começámos a apaixonar-nos muito rápido, foi uma coisa muito rápida. De repente, já estávamos juntos, tivemos um ‘apartamentozinho’ em Viana, tínhamos um trabalho, no Estação Shopping os dois, ela trabalhava numa sapataria e eu numa loja de brinquedos.

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Mas então…

Entretanto, as coisas não estavam a dar, tipo, mesmo com dois ordenados, pá, pouco sobrava, nós fazíamos uma vida razoavelmente baixa, não gastávamos muito dinheiro e tudo, na altura as coisas até eram muito mais simples do que agora e não estava a ver a vida avançar e não era isso que eu queria, visto que queria já construir uma vida, ter uma filha, então resolvemos emigrar, já juntos. O que é que acontece? Num verão qualquer eu arranjo trabalho para mim, que eu tinha vendido relógios, na altura, e isto só depois de a encontrar, de mal conhecê-la em Viana, eu deixei o meu trabalho, despedi-me e fiquei com ela. Depois arranjei outra vez, para a mesma empresa. Entretanto, ela, pronto, era filha única, em cima da hora já não queria ir, porque ela tinha dito ‘vamos’, e eu arranjei logo o trabalho em três dias, e ela ficou atrapalhada. Eu acabei por ficar assim, telefonei para o patrão, disse que parti uma perna (risos) e ficámos por aqui.

Mas depois, passado aí quatro meses, vimos que as coisas estavam mesmo a apertar, e às vezes era mesmo complicado ter comida na mesa e tudo, e isso até agradeço muito aos meus sogros, que nos ajudavam, um bife ou umas batatas, porque as coisas estavam extremamente complicadas, não estávamos a conseguir vingar, não era esse estilo de vida que eu queria. E depois aí, sim, resolvemos emigrar mais a sério, e lá fui outra vez, fui para uma cozinha, aí já como cozinheiro, estive lá perto de um mês, sozinho, fui à frente, e arranjei trabalho para ela, e ela veio atrás, e desde aí estamos lá. Já faz à vontade uns 10 anitos, sim.

Desde 2016?

Não, 2016 foi o nosso casamento, eu diria que foi 2014, 2015. Sim, foi por aí um ou dois anos que trabalhávamos como touros para irmos ao encontro do nosso casamento. E a Liliana trabalhava nas limpezas. Ela fazia os quartos, as limpezas dos hóspedes, aquilo era restaurante e hotel.

Então, trabalhavam no mesmo sítio?

Nessa altura, sim, tivemos para aí um ano. Após isso, decidimos ir para Luzerne, que é onde estamos agora, porque eu tenho lá um meio-irmão, com quem tinha pouco contacto, é da parte do meu pai, e começámos a falar do nada, e ele até me acolheu de bom grado, apesar do pouco contacto que temos. Deu-me casa por, sensivelmente, um mês, 15 dias, para me orientar. Nessa altura fui eu para as obras, e a Liliana arranjava assim uns trabalhitos, ia apanhar morangos, só para sustentar. E, na altura, durante a semana, ao fim-de-semana, sexta, sábado e domingo, fazia noites num bar, fazia reposição, e depois mais tarde fui trabalhar para o bar, tudo sempre a batalhar. Ou seja, emigrar não é assim tão fácil.

A verdade é que conseguiram concretizar o vosso sonho, o casamento.

Sim, isso foi um dos nossos principais objetivos. 11 de Agosto de 2016.

Foi então um casamento com tudo à grande, e à suiça?

(Risos) Foi, teve direito a helicóptero, teve direito a pombas, que foi relacionado até com o avô que tinha falecido, que ele tinha bastantes pombas, fazia competições, teve avioneta a dizer “nem o céu é o limite”, e é verdade, isso foi um dos nossos lemas desde que nos juntámos. Fomos de Santa Luzia, que foi onde casámos, que também era um dos nossos objectivos casar naquela igreja bonita, grande, em Viana do Castelo. Fomos de helicóptero de lá até uma quinta. Um dia inesquecível para nós e todas as nossas famílias. Era o nosso objectivo, conseguimos demonstrar o nosso amor, aproveitámos muito, muito o dia e acho que todos gostaram porque nós tivemos mesmo um Mágico, o Nuno, que até era famoso na altura. Tivemos um caricaturista, tivemos direito a tudo e correu como tínhamos planeado.

Então, assim, o vosso amor já tem, por aí, uns 12 ou 13 anos?

Nós temos 13 anos. Aliás, tivemos que nos casar antes até da igreja, ou seja, pelo registo civil, ela ia ficar sem a permissão de trabalho e então tivemos que nos casar muito rápido, que era para obter os documentos por minha parte, que eu tinha um trabalho fixo e ela na altura não.

Disse no início da conversa, e depois elas ficaram amigas, que é amigo de infância da Vanessa, a do Nuno, do Secret Story 3.

Sim, andei com ela, já a conheço desde menina, de pequenita. Andei com ela na escola de Lanches. Depois ela fez a transição para Viana e foi lá que conheceu a Liliana, elas viviam no mesmo apartamento.

Mas, nessa altura, não tinha nada com a Liliana?

Nada, nada, nada, foi pura coincidência, pura coincidência. Andavam na mesma universidade, já estavam a fazer Gestão Hoteleira e coabitavam, ou seja, tinham os quartos, o apartamento a ser dividido. A Liliana é de Ponte de Lima. E eu, quando disse na TVI, que era de Viseu, foi para despistar, de Viseu é o meu pai.

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E como é que chegou ao facto de, de repente, o namorado da Liliana era afinal amigo de infância da Vanessa?

Porque, lá está, depois começámos a ter contacto. Eu conheço esta miúda já há muito tempo. Ela é minha amiga e depois começamos a ganhar afinidade e hoje em dia damos-nos super bem. Aliás, foi das primeiras pessoas que me ligou, mal eu saí da Casa, e ela ‘oh Ricky, oh Ricky, não me deixavas mostrar. Mas pronto, ela é uma fixe, é muito fixe. Ela disse que, primeiramente, todo o feedback que tinha é que estavam contentes com a minha prestação. Porque todos que me conhecem, sabem que eu preciso de progressão. E eu agora estava no ponto de viragem e eles entenderam isso.

Tipo, eu próprio reconheci que foi um risco tomado por mim, tipo, ser nomeado, não é? Eu acho que podia ter fugido daquela nomeação, mas eu queria, lá está, mostrar que eles estavam ali a contar com uma coisa que não era. Aliás, eu se realmente voltasse, ia ser muito mais polémico do que se calhar as pessoas que estão lá dentro. Porque eu já ia começar a disparar. Porque, lá está, eu preciso de formatar, ver as pessoas e depois começar a descascar. Ou seja, eu já tinha a medição feita.

Qual foi o concorrente que mais odiou?

O Ricardo Jorge. Eu chamava-lhe sempre Jorge. O Ricardo João. Não é ódio. Eu não gosto da maneira do jogo dele. Acho um bocado, como é que hei-de dizer, sendo simpático, narcisista. Tipo, ‘eu, eu, eu, eu, eu’. Consegui medir ao longo do tempo. É engraçado, sim. Mas também acho muito mal-educado perante as câmaras. Ele sabe muito bem que está a passar para fora. E depois, lá está, mal começaram a calcar-lhe os calos e ele tornou-se outra pessoa. Eu não gosto disso, de pessoas injustas, pessoas que são incoerentes. Era um dos meus alvos a abater, sim. Eu já tinha as nomeações feitas. Não pensei que ia sair, sou sincero.

Não estava à espera da expulsão?

Eu acho que a leitura, se calhar tenho noção disso, que foi a minha arma, era só para ver, para eles saberem que estavam a contar. Porque, mesmo antes de sair, antes dos momentos da gala, eles andavam à volta de mim com respeito, com algum medo, com algum receio. Eles próprios diziam que eu tinha o QI elevado, que era sobredotado. Eles pensavam que esse era o meu segredo. Depois já pensavam que era de etnia cigana, porque eu já estava a começar a sair da caixa, já começava a rir, já começava a fazer anedotas. Eles estavam a ganhar respeito. E é por isso que eu tenho que ficar com aquele sabor azedo na boca, porque eu sabia que era o meu ponto de viragem. Ali, eu acho que lá está. Na minha óptica, na minha estratégia, a minha rampa de lançamento era ali. Porque eu já me sentia confortável.

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E lá dentro, durante aquela semana que esteve lá, houve assim mais algumas pessoas que o desapontaram, outras que gostaste? Como é que foi aquela semana?

Oh pá, eu consigo ver isso. Eu preciso do tempo, mas eu consigo ver isso. Gosto do coração do João. Acho que ele é mesmo humilde. Estamos lá todos a jogar, isso é óbvio. Mas gosto da essência dele. Apesar de agora estar a ver a controvérsia com o Tiago, gosto da energia dele. E sabia que podia contar com ele. Basicamente, eu já tinha uma alcateia ao meu lado. E eles é que não estavam a dar por ela.

Alguma vez desconfiou do segredo do Pedro?

Desconfiei. Desconfiei, mas o Pedro era sério, sou-lhe sincero. Porque não sabia até que ponto é que ele ia estar confortável e ia estar ali a rondar, dar mais um tempo e depois carregar.

E o que é que achou quando foi a revelação dele, o João começou a chorar, a polémica do Hugo, conversas preconceituosas…

O Hugo, não pensei que ele conseguisse ser assim, pronto, tipo, lá está. Ele foi das primeiras pessoas, por exemplo, a apontar o dedo de racista à Luzia. Pronto, não é ser piada ou comentário, mas sei que foi involuntário e foi o próprio a fazê-lo uns dias a seguir. Dos tiques de paneleiro. Estas injustiças, se eu conseguisse reverter a moeda, era mais um dos alvos. Lá está, eu ia ser frontal, ia bater de frente. Não tenho receio de o fazer com opiniões formalizadas. E até lá, ainda não tinha uma opinião formalizada de ninguém. Ou seja, por isso é que eu também, se calhar, não tive o embate. Porque lá está, para mim, isso do Pedro não é certo. Não é certo estar a julgar as pessoas, porque eu próprio, lá está, fui emigrante, sofri bastante, e reconheço isso, como tive uma infância um bocado abstrata, e não gosto desse tipo de coisas. Por isso é que eu acho que ia tornar-me bastante forte posteriormente. A opinião do Hugo parecia sincera, anteriormente, pensei que ele nunca fosse capaz de o fazer.

Porque é que diz que teve uma infância abstrata?

Ainda fiquei bastante tempo, por exemplo, num bairro social, que tem lá uma tia, que vive com pessoas de etnia cigana. Fiquei lá um ano numa escola, depois já passei um ano para outra escola, com outros tios, ou seja, nunca tive assim uma infância estável. Mais tarde, fui parar à casa do meu avô, onde eu fui buscar os valores, e acho que a educação toda que eu tenho é mesmo da parte dele. Pronto, era às vezes um bocado severo, à moda antiga, não é? Foi uma pessoa que me marcou bastante, deu-me orgulho por isso. Depois, aqui também houve uma cena que me marcou bastante, que foi, e acho que lá está, desde o casting sinto-me à vontade de o dizer, que tipo, já fui quase abusado por um adulto, na altura tinha nove anos. Pronto, apontou-me uma arma, queria que eu fizesse certas coisas, depois desistiu, graças a Deus, mas foi uma coisa que também me fez pensar bastante.

Apontou-lhe uma arma para abusar sexualmente de si?

Ele basicamente queria que eu fizesse carícias e outras coisas. Sexo oral… Mas não chegou a acontecer. Graças a Deus não, mas lá está, não vou dizer que não me afetou, porque afetou. E hoje em dia, sinto-me à vontade de o falar porque há pessoas, se calhar na mesma situação, que podem reverter. Se calhar, lá está, o estado inicial de não ser tão social, também acho que se requer muito a isto. Ele é que acabou por desistir, senão acho que com o pânico e iria acabar por o fazer. Mas ele acabou por desistir, depois não consegui comunicar-me com ninguém, fechei-me em sete copas e vivi com a dor basicamente até há pouco tempo, até ao dia, acho que do nascimento da minha filha, que me fez libertar também um bocado esse estigma que tinha na minha cabeça.

Nunca falou deste assunto com os seus pais?

Não, não, não. Lá está, eu acho que obtive a maturidade agora para o dizer e acho que é uma história que pode ajudar muitas pessoas. Acho-me pronto para ajudar qualquer um, porque custa, agora com 34 anos, só consegui resolver isso aos 33. Alguma criança ou algum adolescente que passar por uma coisa dessas, deve ter coragem de denunciar e de pedir ajuda.

Voltou a encontrar esse abusador?

Não, graças a Deus não. Também é um dos factos que me ajuda ao estar lá fora, saber que se calhar nunca mais me cruzo, porque a pessoa certamente andará por aí.

Mas isso chegou a mexer com a sua sexualidade, Ricky?

Não, não, não. Podia ter feito, mas não, não, com outras opções. Aliás, tenho vários amigos, respeito, convivo com eles e não tenho problema algum.
Acho que é uma coisa natural e já existe desde os tempos romanos, do que eu sei, e sempre na nossa história, e acho que nem é tema para ser negativo da minha parte.

A seguir ao casamento, voltaram para a Suíça?

Olhe, depois fui para a firma que estou atualmente, eu acho que estava nessa transição. A Liliana estava numa fábrica onde já estava há 4 anos, salvo erro, ou assim. Era fábrica de condimentos alimentares. Fazem massas com frutas e esse tipo de coisas. Depois ela gostava muito do trabalho, dava tudo por aquele trabalho, e acabou por ser despedida injustamente, com a filha praticamente nos braços, e aí as nossas finanças voltaram a ter uma queda abismal.

Foi despedida quando tinha acabado de ser mãe, foi isso?

Exatamente, exatamente. E basicamente ela trabalhou sensivelmente, sei lá, um mês e ele apresentou a carta de demissão, mesmo ainda ele reconhecendo que ela era uma trabalhadora excelente e gostava muito dela. Podia ser pelo facto da filha, não sei, não posso estar a concluir.
O que posso dizer dessa situação é que batemos em baixo, tivemos à rasca, por isso também deixei de fumar, na altura deixei de fumar por causa disso, porque ou metia comida na mesa e pensava na minha filha ou fumava. Tipo, claro, não é por aquele dinheiro, mas fazia falta na altura e foi um dos motivos de deixar de fumar. Então aí, quando já tinha parado de trabalhar na discoteca, voltei a trabalhar porque precisava de mais algum. No bem ou no mal, a verdade é que após isso ela começou a se erguer e eu continuei a manter-me fixo e as coisas começaram a subir. Incentivei-a um dia a fazer alguma coisa de massagista que ela não tinha jeito nenhum, digo-vos já, ela tinha aquelas mãos que pareciam talochas, como costumo dizer.

Mas a verdade é que ela encarnou, amarrou e gostou. E, numa altura, tirou um curso com a amiga dela, que tem uma estética piano, e eu depois disse, “então, mas agora tens que fazer aqui alguma coisa na Suíça para seres reconhecida, para abrires a tua cena. E ela, ah não, não sei o que, não sei o que mais, sempre com uma desculpa”.
Uma altura eu pego no telemóvel, tal, tal, tal, está aqui. “Ah, mas eu não sei alemão”, porque ela na altura ainda não sabia muito, mas está aqui, está em português, é reconhecido aqui. E assim foi. Trabalhamos no bar do Milos Kant…

O da Margarida Aranha?

Sim, sim, sim. Trabalhava sozinho na discoteca toda e mais à frente, depois, com alguns anos, fui um dos primeiros homens a trabalhar nos bares, mas acabei por me despedir e ficou assim. E ela sim, chegou a trabalhar lá também, mas pouco tempo, sensivelmente um ano.

Mas a Liliana fazia o quê, lá?

A Liliana só trabalhava no bar, mais nada. Além disso, isso eu posso mesmo dizer, em termos de empregados, ele não facilita As outras coisas, já são outras coisas, mas em termos de empregados ele até era bom patrão e via-se isso.
Nem deixava os clientes chegar muito, porque na noite há de tudo. Além disso, eu próprio trabalhei lá há cinco anos e ele só soube o meu nome quando eu quase me despedi, que fazia-lhe falta o super empregado, porque de resto o contato que eu tinha com ele era nulo. Mal tu te dirigisses uma palavra, mal dita, ou fizesses alguma ação o tivesse desagradado, ias logo para a rua. Eu sou pai de família, é um ambiente pesado, eu só fazia porque precisava de dinheiro, e é o que é. Nem sequer é um ambiente que gosto muito, sou sincero.

Mas depois saíram aquelas notícias sobre a Margarida Aranha…

Pá, sinceramente, meto-me à parte. É assim, eu não tinha assim tanto afinidade com o Milos, e à Margarida Aranha só a vi duas ou três vezes de passagem e mal nos falamos mal me falava. Não tinha nada contra, porque se calhar pessoalmente era totalmente diferente.
Houve ali uns entendimentos, que um dizia uma coisa, o outro dizia outra, mas sinceramente não posso estar a aumentar o que eu não sei, não é?

Voltemos então a falar da Liliana. Ela agora está sozinha na Casa. Tu saíste no domingo, hoje é terça.

Para ver se ela está-se a recompor, que é isso que eu espero, que ela dê a volta por cima, que se torne… Que amarre na força que ela tem, que tem muita. E consiga vingar isso. Mas, sinceramente, nesses dois dias tenho estado muito mais focado na minha filha, sentou a falta do papá e eu dela.

A Maria tem quatro anos.

Sim, feitos no segundo dia que eu estava lá na Casa. Não sou habituado com as câmaras, com tudo. Pois, no dia a seguir faz anos a minha filha, tive ali dois dias, chatos. E acho que isso também acabou por me prejudicar.

Quando a Liliana percebeu que tinha sido expulso, ela desfez-se em lágrimas, ela, basicamente, estava a entregar o vosso segredo?!

Sim, eu reparei isso, eu reparei isso. Tanto que o João, esperto como é, começou logo a olhar e achar estranho. Eu acho que ele já se percebeu. Mas olha, que eu acho que ela vai conseguir dar a volta. No segundo dia, que foi quando saiu o Caio, eu também me desfiz em lágrimas. E isso não foi só a saída do Caio, foi, tipo, o alívio de sentimentos, de emoções, de pressão. E de ser o dia do aniversário da menina. E foi aí que deu-me o clique. Não, eu agora tenho que ir para o final. E foi o que eu fiz. Foi tarde. E eu acho que isso vai acontecer com a Liana. Que ela, tipo, tem que deitar para fora, porque pronto, é uma perda grande.
Eu sei disso. Eu sou um pilar para ela, como ela para mim. E acho que isso vai fazer com que ela volte, consiga fazer um jogo próprio e que não esteja a pensar em segundo. Portanto, pode ser uma melhoria também.

Se estivesse lá com ela, iam conseguir disfarçar e não dar beijos à escondidas, já que vocês têm uma relação tão forte?

Eu acho que sim, porque lá está… Como eu disse, eles chegaram a entrar em teorias, porque a Liliana, sempre que conseguiu, falou, por exemplo, do DJ do Tomorrowland, que foi uma coisa que eu disse para não dizer, mas lá se descaiu outra vez. Eu consegui desviar as atenções.
Eu não sei se conseguiu passar para fora, mas eu estava sempre a fazer jogos psicológicos. Eles pensavam mesmo que o meu segredo não tinha a ver com ela, mesmo com aquelas provas todas, e que sim, tinha a ver com o… por eu ser sobredotado, por eu ter o QI elevado.
Ou seja, eu estava a conseguir rodar as opções. A minha força é mesmo isso. É conseguir sair.

Porque o seu sonho é mesmo ser DJ no Tomorrowland?

Ai, eu adorava, adorava. Eu sei que não percebo nada de mesas e tudo, mas adoro a música, adoro o facto de saber que consegues controlar o ritmo de uma sala, de dar o lado bom da música às pessoas que estão do outro lado, e eu acho que lá está. A mim perguntaram-me qual é o teu sonho fora da caixa, e o meu sonho fora da caixa, sendo chefe de armazém, e nunca ter tido nada a ver com isso, apesar do meu amor pela música, acho que era mesmo isso.
Sim, eu adorava.

A sua relação com a Liliana foi sempre à prova de bala? Vocês nunca tiveram problemas na relação?

Não, não, não. Há altos e baixos, como em todas as relações. E quem diz o contrário está mentindo, ou então não está numa relação. Ou seja, sim, já tivemos muito mal, aliás, o próprio facto de termos ficado financeiramente instáveis quando aconteceu aquilo tudo, houve fases que nós olhámos um para o outro e dissemos, opá, o que é que vamos fazer agora? E começámos a discutir um com o outro, entende? Claro que sim. E também há partes mais baixas que, se calhar, com a monotonia, começámos a olhar de forma diferente um para o outro, e se calhar tentámos ver outras vertentes. Isso tudo acontece, isso tudo acontece. Mas nada que tivéssemos dito, opá, não, já chega, não dá, realmente conseguimos sempre dar a volta por cima.

Como o Ricky lhe chama, é o seu amorzinho. Portanto, não tem qualquer receio que ela se interesse por outro homem lá na casa?

Vamos ser sinceros um com o outro. Se ela conseguir arranjar melhor que eu, não, não. Claro, eu não vou estar a dizer a ser hipócrita, claro que tenho receio, eu sei que há pessoas interessantes. Eu também, eu próprio, digo e sempre vou dizer que eu tenho problemas de autoestima, eu tenho, eu tenho. Porque eu sei que não sou o corpo mais fit, eu, mas tenho outros valores. E isso ela já reconheceu, e por isso acho, mesmo, quando ela chegar ao ponto de se interessar por alguém, o que pode acontecer, ela vai ver a pessoa que está à espera dela. Não, não estou preocupado.

Portanto, o que quer mesmo é que ela chegue o mais longe possível?

Claro que sim, claro que sim. Ela merece e tem carisma.

Gostava que o chamassem para ir a programas, para comentar?

Sim, já fui convidado e vou ao Última Hora e Diário de quinta-feira, 5 de Março. Acho que tenho jeito para isso, inclusive, lá está, eu fiquei com o bichinho, eu fiquei mesmo com a pulga atrás da orelha, tipo, eu podia ter dado tanto… As pessoas iam gostar, eu sei que iam gostar, porque na minha vida toda não há ninguém, mesmo as pessoas que gostam menos, que diga “este gajo é um merdas”.

Eu acho que isso para mim tem muito valor e era isso que eu queria transmitir e acho que estava a conseguir transmitir. Vou ser sincero, nós fizemos uma estimativa de se chegássemos até ao fim do programa. E esse dinheiro, porque lá está, as contas continuam lá, eu tenho que continuar lá com a residência, mesmo que eu quisesse dizer, agora eu vou-me embora, tenho que dar pelo menos baixa das coisas de três meses e estar presente. Então as coisas continuam lá a rodar.

E nós tivemos que pegar, no fundo, de maneio e, a estimativa de se ficássemos até perto do fim, era ficarmos a zero. Nós próprios falámos disso, se calhar não íamos ter dinheiro para os bilhetes de volta do avião. Mas pronto, lá está, é um risco que nós tomámos. O meu patrão já me ligou e não vem, e não sei o quê, porque acaba por fazer falta de alguma maneira. Mas lá está, eu primeiro estou a respirar, estou a ver as oportunidades que poderá haver ou não, porque lá está a vontade, acho que qualquer português gosta de vir para o seu Portugal, por muito mal que esteja.Estou um bocado reticente ao que vai acontecer, não digo que, se calhar, não vá para lá, sei lá, imagino, trabalhar um mês ou dois, até as coisas se encaixarem e continuar a estar ativo de alguma maneira, nem que seja online com os colegas, ou assim, e depois até pegar no avião e ir lá, que era, tipo, para também orientar as contas.

E, respondendo à sua pergunta, é um ponto de interrogação. Não sei, não sei. Estou mesmo, lá está, estou a ver ou ponderar o que é que será melhor neste momento.

Acompanharam a altura em que a Vanessa e o Nuno saíram juntos do Secret Story 3?

Inclusive eu conheci-o, era muito bom rapaz. Mas nunca mais o vi. Ela agora tem a vida dela, não é? Tem outro companheiro, que inclusive até é meu amigo, que é o italiano, que é o Valério, de Milão, e está junto com ele, está muito bem, do que me parece, já têm segundo filho, tem um menino e uma menina, a menina veio há pouco tempo, e estão muito felizes e dizem muito bem um com o outro.

E a Vanessa trabalha onde?

A Vanessa trabalha num… como é que se diz aqui? Uma cervejaria, e é empregada de mesa, tem um trabalho super simples.

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