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“Era um inferno mesmo”: Teresa Guilherme arrasa atuais reality shows e expõe pressão da produção

A eterna rainha dos reality shows abriu o jogo à TV 7 Dias sobre a sua última experiência no Big Brother. A apresentadora lamenta o fim do lado divertido e do amor genuíno nos formatos.

A eterna rainha dos reality shows em Portugal, Teresa Guilherme, voltou a colocar o dedo na ferida sobre o atual estado deste tipo de formatos televisivos.

Numa entrevista recente à revista TV 7 Dias, a comunicadora não poupou nas críticas à postura dos novos concorrentes e, sobretudo, às diretrizes das equipas de produção.

Para Teresa Guilherme, a genuinidade que pautava as primeiras edições perdeu-se completamente na procura cega por protagonismo.

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Traçando um paralelismo com o passado, a apresentadora lamentou a forma como as relações nascem hoje em dia dentro das casas mais vigiadas do país: “Antigamente eles apaixonavam-se, tinham os edredons, mas cá fora casavam e tinham filhos. E agora… Não tem a ver com geração, tem a ver com aquilo que eles sentem que têm de fazer para aparecerem mais”.

Recordando a sua última experiência na condução de um reality show, quando dividiu o palco do Big Brother com Cláudio Ramos em 2021, Teresa Guilherme confessou que o rumo editorial do programa a desiludiu profundamente: “Quando apresentei o último Big Brother, senti logo que havia uma grande vontade de que houvesse confronto e mais confronto, sem espaço para coisas divertidas”.

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A pressão interna para gerar discussões constantes foi o grande motivo do seu desgaste e afastamento. Sem papas na língua, a apresentadora confirmou que as ordens vinham de cima e classificou a experiência como um verdadeiro calvário: “Sim, no Big Brother, a produção pedia isso, era um inferno. Era um inferno mesmo. Eu dizia: ‘Vamos fazer um confessionário divertido’, e eles diziam: ‘Não, não'”.

A comunicadora rematou o assunto defendendo que este foco exclusivo e forçado no conflito acaba por retirar uma parte fundamental da essência das pessoas e da própria magia que deveria existir na televisão.

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