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Escândalo na agência Glam: Ana Guiomar e Diana Chaves perdem centenas de milhares de euros e vão para tribunal

A falência da agência Glam deixou dívidas de 1 milhão de euros a famosos. Ana Guiomar reclama 313 mil euros. Relatório acusa gerentes de usarem dinheiro para 'proveito pessoal'.

Foi um choque quando se soube da falência da agência de celebridades Glam, dirigida por Beatriz Lemos e pelo irmão, Luís Lemos.

A empresa, declarada insolvente em agosto, deixou um rasto de dívidas e indignação, com um passivo superior a um milhão de euros que afeta diretamente alguns dos rostos mais conhecidos da televisão portuguesa.

A lista de credores revela valores impressionantes. Ana Guiomar lidera o grupo das vítimas, reclamando uma verba em falta que ascende aos 313 mil euros. Logo atrás surge Diana Chaves, a quem são devidos 219 mil euros, e Rui Unas, que viu desaparecer 207 mil euros. Também Sofia Ribeiro (68 mil euros) e Patrícia Bull (20 mil euros) integram o lote de figuras públicas lesadas.

O clima é de revolta, tendo já dado entrada nos tribunais várias queixas-crime, e o relatório da administradora judicial encarregue do processo de insolvência é demolidor para a gestão dos irmãos Lemos que segundo os documentos (ao qual o Correio da Manhã teve acesso), apesar de não poderem ignorar a situação financeira difícil da empresa, os gerentes não se coibiram de retirar da insolvente grandes somas de dinheiro no seu proveito pessoal.

A investigação expõe um modus operandi que mantinha os artistas na ignorância. O relatório detalha que o pagamento ao agenciado devia ocorrer logo que o consumidor final pagasse, mas tal não sucedia, o que na prática, os artistas não tinham conhecimento do momento em que o cliente pagava, emitindo o documento fiscal apenas quando a agência dava “luz verde”.

A administradora judicial foi taxativa quanto às consequências desta opacidade e no seu parecer, se a contabilidade tivesse refletido a realidade, os gerentes teriam percebido as dificuldades e evitado decisões como a criação de novas empresas ou o aluguer de veículos novos.

O documento conclui que estas despesas só foram possíveis porque havia sempre muito dinheiro em caixa, dinheiro esse que, na verdade, pertencia aos artistas e não lhes estava a ser entregue. Com processos a avançar, este caso promete marcar a atualidade judicial, expondo a fragilidade financeira nos bastidores da fama.

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