Em declarações exclusivas ao DIOGUINHO, Rui Melo diz que foi a produtora quem escolheu Manuel Marques para o papel de Sócrates e diz que “até serem culpados, são inocentes”.
O espetáculo continua, sempre com salas cheias, no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, até 10 de Maio. Depois segue para o Porto e, quem sabe, em digressão por esse Portugal fora.
Uma semana depois da estreia, o encenador do texto criado por Henrique Dias recorda como foi todo o processo de adaptação e os dois meses de ensaio.
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“Era incontornável que, estando nós já habituados a ver o Manuel nesta personagem, embora com alguns exageros próprios deste tipo de espetáculo, não aproveitássemos isso”, refere o também ator, protagonista da série de Patrícia Müller, ‘O Arquiteto’, disponível na TVI Player e Prime Video.
Portanto, “seria absurdo se nós não aproveitássemos isso, sim. Quando nós pensámos neste espetáculo, o Manuel foi uma escolha, de facto, absolutamente consensual”.
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Acerca da “coincidência” de Manuel Marques estar envolvido num processo judicial, acusado pela filha de violência doméstica e psicológica, tal como José Sócrates na ‘Operação Marquês’, Rui Melo explica que “isso tem que se perguntar à produtora: “A decisão da contratação dos atores não é do encenador, foi uma decisão da UAU. Eu acredito, como no caso do Sr. Engenheiro José Sócrates, na presunção de inocência, que é uma coisa que vigora na nossa lei. Portanto, até as pessoas serem consideradas culpadas, para mim são inocentes. Isso é válido para o Manuel, para o Sr. Engenheiro, como para qualquer outra pessoa”.
“Nós felizmente temos um elenco que é um exemplo de profissionalismo, de rigor e de convívio”. Reconhecido pelas muitas imitações de figuras públicas, Manuel Marques recordou que “já tinha feito um ‘boneco’ do Sócrates no ‘Donos Disto Tudo’, na RTP, e também no Herman. Mas agora é um Sócrates adaptado ao teatro , um Sócrates que dança, que canta, que é diferente”.
Dias antes da estreia, o antigo primeiro-ministro exaltou-se quando confrontado ao telefone pelo DIOGUINHO sobre o espetáculo que narra o “Era uma vez um antigo PM que queria muito uma casa em Paris”.
Assim que lhe tocamos no assunto do Musical, começou a gritar, de forma bastante mal educada: “Não quero falar… Isso… Não vou falar…”. Completamente fora de si, desligou a chamada sem mais nem menos.
Rui Melo confessa ser também “daquelas pessoas que se sente enganada” pelo antigo Primeiro Ministro, diz que não sabe como Sócrates é na realidade. “Isso eu não sei, nunca falei com ele…”
Rui Melo garante que “tanto Manuel Marques, como todo o excelente elenco, felizmente estão todos irrepreensíveis”: “Este foi um trabalho feito com conta, peso e medida. O que é que eu quero dizer com isto? Isto foi muito cuidado por parte da produção e por parte da equipa criativa, onde eu me incluo. Nós tivemos todas as condições para fazer um espetáculo absolutamente grandioso com recursos técnicos e mesmo económicos, financeiros, que não são habituais em Portugal. E isso resulta num espetáculo absolutamente delicioso de ver. Raramente digo isto com tanta confiança, mas eu tenho a certeza que é um espetáculo que vai marcar porque é muito divertido “.
E explica: “É uma história que as pessoas já conhecem e, para quem vê pode funcionar como uma espécie de catarse. Pelo menos para mim funciona como uma espécie de catarse. É o riso como catarse. Porque também sou daquelas pessoas que se sentem enganadas”.