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Exclusivo – “Foi o momento mais horrível da minha vida”: A dor dos pais no adeus a Diogo Jota e André Silva

A biografia "Nunca Mais é Muito Tempo" revela o relato emocionante dos pais de Diogo Jota e André Silva sobre o dia do trágico acidente em Espanha.

O livro “Nunca Mais é Muito Tempo”, a tão aguardada biografia que homenageia Diogo Jota e o irmão André Silva, vítimas de um trágico acidente de automóvel em Espanha, chega às bancas no próximo dia 9 de abril.

O DIOGUINHO teve acesso exclusivo a excertos da obra, que revela detalhes arrepiantes e os relatos emotivos dos pais, Joaquim e Isabel, sobre as horas que se seguiram à fatalidade de 2 de julho de 2025.

O dia fatídico começou como qualquer outro, com um jantar familiar em Valongo, na casa da irmã de Rute. O que se perspetivava ser apenas mais uma viagem de Diogo para o estrangeiro, desta vez na companhia do irmão André, transformou-se no pior pesadelo de uns pais.

Joaquim Silva, o pai, recordou o adeus que parecia rotineiro: “Vimos o carro, estivemos a brincar com os miúdos… Depois, despedimo-nos deles, e seguiram viagem.” No entanto, o pressentimento sombrio não tardaria. “No final da noite, fomos para casa, e, quando estava a deitar-me, depois de ficar um pouco na sala a ver televisão, recebi um telefonema da Rute a pedir, alterada: ‘Venham para aqui, por favor’. Voltámos para o carro, e tive logo um mau pressentimento. A viagem para lá foi horrível. E, no regresso a casa, já conhecedor da tragédia, ainda pior. A pior coisa de sempre. A pior coisa possível. Não sei, até hoje, como consegui aguentar”, desabafou na obra.

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A intuição de mãe de Isabel também despertou nessa noite. “Enviei uma mensagem ao André a perguntar como estava a correr a viagem. Ele não me respondeu, eram 23h23. Liguei a televisão e adormeci, mas não completamente; havia ali algo que ficou à espera da resposta que não veio”, recordou. As tentativas de contacto multiplicaram-se, sem sucesso, até chegar a notícia fatal.

O momento da confirmação foi avassalador. Em casa da família, perante o choque generalizado, foi Joaquim quem teve de verbalizar a dor suprema a Isabel: “Foi então que o Quim Zé se acercou de mim, me colocou as mãos nos ombros e disse: ‘Foram os dois'”. Num misto de negação e desespero, Isabel recorda o turbilhão de emoções, de mãos dadas com Paula, a namorada de André, ambas a recusar acreditar na realidade.

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A viagem a Espanha, a Sanabria – local que, por uma triste ironia, o casal visitara apenas três meses antes -, foi feita com a ajuda de um amigo. Na funerária, a crua realidade impôs-se. Questionados se queriam ver os corpos, os pais dividiram-se na dor. Isabel recusou. “Nem sequer sabia que o carro se tinha incendiado. Quando o Quim Zé me contou que estavam, cada um, num saco, respondi-lhe que não ia”, confessou. Já Joaquim encontrou forças para um último adeus: “Não foi só um, foram os dois. Foi o momento mais horrível da minha vida.”

O regresso a Portugal fez-se num impressionante cortejo fúnebre, acompanhado pelas autoridades. A notícia já corria mundo, e a viagem transformou-se numa derradeira e comovente homenagem popular. “Houve uma coisa impressionante nos viadutos. Estavam cheios de gente, a acenar com lenços, com cachecóis, a aplaudir, quando nós passávamos, desde Espanha até Portugal. Depois, quando se fez noite, passaram a usar as lanternas dos telemóveis”, relatou o pai.

O desfecho do relato centra-se no vazio instalado nos lares da família e no desafio de sobreviver ao velório e ao funeral em Gondomar. Joaquim rematou com uma reflexão profunda sobre o luto e o apoio recebido: “Naquele dia e meio de velório e funeral, estivemos a cumprimentar pessoas e a aceitar os pêsames. Nessa altura, percebi como os abraços podem ter formas muito diferentes…” Um vazio insuportável para pais que sabem que nunca mais poderão dar o abraço que realmente importa.

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