Rute Cardoso revela que o marido, avesso a ostentações, alugou os superdesportivos apenas para viver uma experiência única nas férias do seu casamento.
Rute Cardoso, viúva de Diogo Jota, quebra o silêncio na biografia oficial do jogador sobre a escolha dos veículos que marcaram os seus últimos dias. Contrariando a imagem de ostentação associada às estrelas do futebol, Diogo J mantinha uma vida discreta, tendo alugado o Lamborghini do acidente apenas para uma experiência pontual de férias.
A biografia revela que, ao contrário dos seus pares, Diogo Jota nunca foi fascinado por coleções de automóveis de luxo, joias ou relógios de alta gama. A frota da família era composta por veículos utilitários e funcionais: um Tesla, um Mercedes e, mais recentemente, um Cadillac adquirido em novembro de 2024 para acomodar os filhos e as cadelas da família.
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Rute Cardoso detalha a sobriedade do marido com palavras assertivas no livro: “Ao contrário da maioria dos jogadores, que gostam de altos carros, joias e relógios, o Diogo nunca foi desse campeonato, e as viaturas que tínhamos bastavam-lhe. Talvez por nunca ter ligado muito a automóveis, ele aproveitou para ter a experiência de conduzir um Ferrari, que, aliás, entregou na manhã do nosso casamento. Depois, alugaria o Lamborghini, que devia ter devolvido em Santander.”
Devido à segunda cirurgia ao pulmão, realizada logo após a conquista da Liga das Nações por Portugal, o jogador foi proibido de voar para evitar mudanças de pressão. O plano de regresso a Liverpool foi, por isso, traçado ao detalhe por via terrestre e marítima.
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O jogador saiu de Inglaterra com os pais, percorreu o caminho até Plymouth e atravessou para Santander num ferry. No regresso a solo britânico, o Lamborghini verde, alugado na capital da Cantábria, seria o meio de transporte.
Segundo Rute, a escolha do Ferrari para os dias do casamento foi uma surpresa que nem o padrinho do filho, Bruno Duarte, conhecia: “Foi uma surpresa. Ele aproveitou para ter a experiência… O Diogo nunca foi de luxos, mas quis aquele momento. O Lamborghini devia ter sido devolvido em Santander, onde ele o tinha alugado.”
Antes de iniciar a viagem fatal na madrugada de 3 de julho de 2025, acompanhado pelo irmão André Silva, Jota viveu dias de “tradições simples”. Rute recorda que, na véspera da partida, o grupo de amigos – composto por figuras como Bruno Duarte e Catarina – reuniu-se para uma ida ao cinema e um jantar de “roulottes” na margem do Douro “Era noite de amigos, de tradições, de coisas simples, das coisas que, entre amigos, na verdade, nunca mudam, das que nunca são atrapalhadas pela fama, pela visibilidade. Os amigos constituem sempre o centro. São o sítio, a casa.”
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O Lamborghini verde, que deveria ser apenas um detalhe numa viagem de regresso planeada com paragem para descanso num hotel em Benavente, acabou por se tornar o cenário da maior tragédia do futebol português recente.
Para Rute, o carro era apenas uma “experiência” que Diogo quis viver num dos verões mais felizes da sua vida, marcado pelo casamento e pela glória desportiva.
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