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Exclusivo! Última mensagem sem resposta de Rute para Diogo J. antes do acidente trágico

Rute reconstrói o minuto a minuto da morte de Diogo Jota e André Silva

Rute Cardoso revela as mensagens de WhatsApp que marcaram o fim da comunicação com o marido e a angústia de uma madrugada em busca de respostas.

O livro «Nunca Mais é Muito Tempo» dedica um capítulo asfixiante às derradeiras horas de Diogo Jota e do seu irmão, André Silva. Através do testemunho de Rute Cardoso, a obra descreve como uma noite de rotina familiar e amizade em Vila Nova de Gaia se transformou, em poucos quilómetros, num pesadelo irreversível.

A madrugada de 3 de julho de 2025 (hora espanhola) deveria ter sido apenas o início de uma viagem de regresso a Inglaterra, contudo, o dia anterior foi vivido com uma intensidade que agora soa a despedida. Rute recorda o pedido invulgar que fez ao marido: “Disse‑lhe para irmos ao cinema, coisa que já não fazíamos há muito. Nem me lembrava da última vez que isso tinha acontecido“. O grupo reuniu-se no Arrábida Shopping para ver O Match Perfeito.

Após o filme, a “galhofa” continuou com as tradições que a fama nunca apagou “Percebemos que ainda estavam duas coisas por fazer antes de regressarmos a Inglaterra: comer nas roulottes e ir ao sushi. Fomos àquelas que se encontram perto da ponte D. Luís, sentámo‑nos na margem do Douro e ficámos ali na galhofa“, relata Rute. Nada previa que, horas depois, a comunicação seria cortada para sempre.

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A partida de Diogo e André ocorreu após um jantar rápido. A última interação consciente aconteceu logo após a saída: “Decorridos uns minutos de eles terem saído, enviei uma mensagem ao Diogo a dizer‑lhe “Vai com Deus”. Ele respondeu‑me com um emoji, e eu pedi‑lhe que se mantivesse focado na estrada.” Foi o último contacto bidirecional.

Pelas 22h40, Rute recebeu do fotógrafo o vídeo da surpresa que fizera no casamento (ocorrido apenas uma semana antes) e quis partilhá-lo com o marido: Ávida de o partilhar, Rute enviou outra mensagem ao marido. “Quando parares, tenho um vídeo para te mostrar”. Foi entregue, mas acabou por nunca ser lida.

O pânico instalou-se quando o hotel em Benavente confirmou que os irmãos não tinham feito o check-in. As mensagens seguintes no WhatsApp já nem sequer eram entregues: “Em resposta, apareceu só um visto cinzento na mensagem de WhatsApp, e não os dois que indicam que foi entregue. Aflita, Rute enviou‑lhe outra, e outra. E nenhuma foi entregue.

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A espiral de terror levou Rute a contactar hospitais e a polícia espanhola, sem sucesso, até que a intervenção do tio Vítor, camionista, trouxe a clarividência que ninguém desejava. Através de uma chamada para a polícia de trânsito espanhola, Vítor ouviu o que confirmava o desastre. Rute recorda esse momento com detalhe cirúrgico: «Ouvi o meu tio dizer, ao outro telefone: “Sim, são dois irmãos”. Era a certeza, forte, dura, de que algo havia acontecido. […] De repente, o meu tio pediu‑me que lhe passasse o Nuno, o meu cunhado. […] Ouvi o meu tio dizer-lhe: “Os corpos estão a ser levados”; acho que ele acrescentou “para a morgue”, mas a minha cabeça parou ali. “Corpos?”»

A confirmação oficial chegou mais tarde, por telefone, com um polícia espanhol a ler os dados de identificação do craque: «Declaro o óbito de Diogo José Teixeira da Silva, nascido em 4 de dezembro de 1996».

Rute descreve um estado de negação profunda, caminhando sem parar enquanto esperava que tudo fosse um erro: “Tenho marcados onze quilómetros no relógio, feitos naquela noite, só a andar no pátio, que é grande, da casa da minha irmã. […] Eu só dizia à minha amiga Catarina: “Isto é uma palhaçada, não pode ser verdade. Nunca na vida isto pode ser verdade!

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