Execução ou Entretenimento? Pedro Chagas Freitas ‘arrasa’ julgamento a Diogo, Ariana e Eva
O aviso viral de Pedro Chagas Freitas sobre o Secret Story 10!
O conhecido escritor reage ao escrutínio público sobre o triângulo amoroso do Secret Story 10, lembrando que a distância entre criticar e “matar um carácter” desapareceu.
O mediatismo em torno de Diogo, Ariana e Eva, protagonistas do triângulo amoroso do Secret Story 10, mereceu uma reflexão profunda e dura do escritor Pedro Chagas Freitas e, numa análise que vai muito além do ecrã, o autor começa por descrever o cenário que todos assistimos: “Três jovens entram num reality show. Erram muito, erram à frente de todos, erram como nunca vimos”. Para Freitas, o público consome estes erros como um vício que liberta das próprias frustrações através de um “julgamento primário”, onde os intervenientes são tratados como “descartáveis, atacáveis, reduzidos à ofensa miserável“.
O escritor alerta para o facto de que, na era das redes sociais, “o espectáculo pede sangue” e existe uma espécie de prazer coletivo ao apontar o dedo. No entanto, deixa um aviso aos críticos: “Não sei se algum dos que querem assassinar o carácter deles tem moral para isso. Todos nós já fizemos merda; a sorte é que ninguém estava a filmar“. Freitas não pede aplausos ou a normalização do erro, mas sublinha que a fronteira entre não aprovar e crucificar deixou de existir.
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Num dos momentos mais fortes da sua crónica, Pedro Chagas Freitas apela à empatia prática, lançando perguntas que obrigam à introspeção: “E se fosse o meu filho? E se fosse eu, com vinte anos, exposto, sem filtro, sem direito ao esquecimento?“. Para o autor, poucos ou nenhuns de nós sobreviveriam a tal escrutínio. “Passamos a vida a falar de empatia; praticámo-la pouco“, lamenta, lembrando que estas três pessoas “não precisam que concordemos com elas. Precisam de não ser destruídas”.
O artigo encerra com um vaticínio sombrio sobre a volatilidade do julgamento digital. Para Chagas Freitas, esta não pode ser uma “execução”, pois a roda da fortuna mediática é implacável e o alvo de amanhã é incerto: “Amanhã pode não ser a Eva, pode não ser a Ariana, pode não ser o Diogo. Amanhã pode ser alguém muito mais próximo. Ou tu“.
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