Filipa Torrinha expõe contradições de João Baptista após entrevista: “Nem todos nós batemos em pessoas”
O ator acusou o painel do Passadeira Vermelha de criar uma narrativa injusta. Filipa Torrinha não se ficou e desmontou o pedido de desculpas e a vitimização do rosto das novelas.
João Baptista, de 41 anos, manifestou a sua revolta nas redes sociais após ser alvo de duras críticas no programa Passadeira Vermelha da SIC Caras.
A indignação do ator surgiu na sequência dos comentários do painel sobre uma entrevista à revista TV Guia, onde o artista expôs as suas dificuldades financeiras por falta de trabalho em televisão.
Num vídeo publicado online, o antigo moranguito defendeu-se e criticou: “Já fui julgado por quem tinha que ser julgado, já enfrentei o processo, já assumi a responsabilidade pelos meus atos. Houve depois uma reflexão, uma aprendizagem e um compromisso genuíno em evoluir enquanto ser humano. Foi com clara insatisfação que assisti aos comentários feitos por lá recentemente. Na verdade, nada refletem os factos e apenas contribuem para uma narrativa para mim injusta e bastante desencorajadora.”
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O ator lembrou ainda o seu posicionamento público após o mediático caso em tribunal: “Quando fui condenado por violência doméstica, houve um pedido de desculpas a todos os portugueses e a todas as mulheres relativamente ao sucedido. Ignorar ou omitir esse ponto essencial faz com que nem sequer mereçam opinião.”
O tema regressou ao debate na emissão desta sexta-feira do Passadeira Vermelha e Filipa Torrinha assumiu a linha da frente para responder a João Baptista. A comentadora não poupou nas críticas à argumentação do artista: “Mas quando ele diz até a questão do todos erramos, eu acho essa lapalissada fantástica. Todos nós erramos, isto não justifica rigorosamente nada. Não, mas tu podes errar e podes… Ele tem capacidade. Nem todos nós batemos em pessoas. Claro, completamente. Mas não é uma desculpa sólida, não é?”
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Para desmontar o suposto pedido de desculpas, a comentadora revelou que analisou a recente entrevista do ator a Duarte Siopa na CMTV e expôs a postura de João Baptista: “Ele diz que sim, que fez coisas erradas, mas que basicamente, palavras minhas novamente, é uma cabala que ela, quem acusou, a ex-namorada, montou para ele. É vítima. É uma consciência de um ato e do que se passou, e é um assumir a responsabilidade e é um fazer mea culpa. O João Baptista, é a minha interpretação, ele falará por ele, que fala o oposto, tudo bem, vivemos com isto, ele está preocupadíssimo com o trabalho dele. Ele não tem trabalho. E, portanto, ele está a tentar montar uma história diferente para ter trabalho.”
Filipa Torrinha sublinhou que a revolta do ator foca-se na sua carreira e não nas vítimas: “Eu disse aqui neste sofá que alguém que paga as contas com a sociedade pode e deve trabalhar, nada contra. O problema aqui é que esta pessoa é condenada por violência doméstica, fora os outros delitos todos, onde ele esteve alegadamente envolvido, onde ele nunca assumiu tamanho nenhum, assim, por aí além.”
A psicóloga reforçou o seu argumento ao ler as próprias declarações do ator no programa Siopa Convida. “Ele diz frases como as que vou agora citar-vos: ‘Apesar de ter sido condenado, fui injustiçado.’ Soa-vos a pedir desculpa? Não, ao contrário. Eduardo Siopa pergunta: ‘Houve violência psicológica e física?’ João Baptista diz: ‘Não diria’. Depois diz: ‘As pessoas não pensam no que ela me fez.’ E depois diz: ‘Essa senhora não é santa nenhuma.'”
As citações não ficaram por aqui e Filipa Torrinha destacou a falta de humildade de João Baptista: “Eduardo Siopa pergunta: ‘Considera este homem violento?’ E o Baptista responde: ‘Não, eu tenho um coração de ouro. Fundei uma associação para ajudar os sem-abrigo, uma pessoa que é má não faz isto.’ E depois diz ainda: ‘Incomoda-me que as pessoas pensem que eu bato em mulheres, é o que as pessoas mal formadas vão pensar.’ Portanto, diz alguém que foi condenado.”
A comentadora concluiu a sua intervenção arrasadora com um parecer claro sobre o comportamento do ator e o seu pretenso pedido de perdão. “Esta narrativa do João Baptista está muito equivocada. É esta coisa de criar uma narrativa errada. Não criamos uma narrativa errada. Ele não assume responsabilidade. Isto é uma coisa muito específica, assumir responsabilidade. Não é só dizer, desculpa às mulheres de Portugal. Ele não tem um raciocínio adequado a esta situação. Eu acho que ele devia ter um discurso que mostrasse consciência sobre o que ele fez, coisa que ele não mostra. Arrependimento consciente e empático.”