“Fim da linha”: Rúben Aguiar já dorme hoje na prisão do Funchal
O cantor madeirense foi encaminhado pela PSP para o Estabelecimento Prisional do Funchal. A Justiça decidiu antecipar a prisão efetiva após requerimento do advogado da vítima.

O cantor Rúben Aguiar já deu entrada no Estabelecimento Prisional do Funchal para cumprir o resto da pena de seis anos a que foi condenado.
O músico madeirense foi encaminhado pela Polícia de Segurança Pública (PSP) e já vai passar esta noite atrás das grades, vendo assim a sua situação de prisão domiciliária chegar ao fim mais cedo do que o previsto.
Embora o prazo para terminar a permanência na habitação com pulseira eletrónica estivesse inicialmente apontado para o dia 18 de maio, a Justiça decidiu agir de imediato.
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Esta antecipação surge na sequência de um requerimento apresentado por Pedro Nogueira Simões, advogado da vítima, Carlos Sales, que exigiu a celeridade do cumprimento da pena. Com todas as vias de recurso esgotadas nos tribunais superiores, Rúben Aguiar não tinha qualquer forma legal de travar a entrada na cadeia. Dos seis anos a que foi condenado, cerca de dois já foram cumpridos em prisão domiciliária, tempo que será agora descontado na pena total.
O histórico do caso
A condenação do artista remonta a um episódio violento ocorrido a 18 de abril de 2023, numa bomba de gasolina em Alcochete. Após uma discussão no local, Rúben Aguiar atropelou deliberadamente o motorista de pesados Carlos Sales, na altura com 56 anos, e abandonou o local sem prestar qualquer auxílio. A vítima sofreu ferimentos muito graves e teve de ser submetida a várias cirurgias.
O percurso do processo nos tribunais foi longo. Num primeiro momento, o cantor chegou a ser condenado em primeira instância a cinco anos e meio de prisão pelo crime de ofensa à integridade física.
No entanto, em novembro de 2024, o Tribunal da Relação de Lisboa agravou a pena para seis anos, alterando a moldura penal para homicídio qualificado na forma tentada.
Ao longo de 2025, a defesa do músico tentou reverter a situação, mas tanto o Supremo Tribunal de Justiça como o Tribunal Constitucional acabaram por rejeitar os recursos, confirmando em definitivo a pena por tentativa de homicídio e abrindo caminho para o desfecho que hoje se concretizou.