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Francisca Salgado de ‘Terra Forte’ assume medo de se expor na música: “São as minhas palavras e os meus sentimentos”

A jovem promessa da ficção nacional recordou a sua passagem pelos Estados Unidos e a formação em teatro musical. A atriz elogiou o apoio da mãe e da produção da TVI na conciliação dos estudos com o trabalho.

A jovem atriz Francisca Salgado, que dá vida à personagem Rosinha na novela Terra Forte, marcou presença na emissão de hoje do programa Bom Dia Alegria.

Em conversa com os apresentadores Zé Lopes e Merche Romero, a jovem de 17 anos fez uma viagem pelo seu percurso e falou sobre o desafio de conciliar a exigência do International Baccalaureate na St. Julian’s School com as gravações diárias na TVI.

A ligação às artes começou cedo, impulsionada por uma mudança familiar para os Estados Unidos quando tinha apenas dois anos. A atriz recordou a influência da irmã mais velha na sua descoberta da representação e do canto: “Eu lembro-me que a minha irmã começou a fazer teatro musical numa escola chamada Showtime. E eu queria só fazer tudo o que a minha irmã queria fazer. Fui para a escola de teatro musical e apaixonei-me. Eu não sei, estar ao vivo, a sentir tudo, é uma coisa que uma criança quer sempre, não é? Aquela atenção, aquelas palmas”.

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O regresso a Portugal trouxe a consolidação dessa paixão, com a entrada numa escola profissional que a ajudou a preparar o salto para a televisão. Depois de algumas campanhas publicitárias, a estreia na ficção nacional aconteceu aos oito anos, na novela Alguém Perdeu. A experiência foi o ponto de partida para um percurso que já conta com quatro projetos, onde teve a oportunidade de trabalhar com atores que admira: “Trabalhar com o Albano Jerónimo e com a Anabela Moreira foi tipo… Estava de joelhos no chão, desmaiada todos os dias a olhar para eles. Agora com a Custódia Gallego. Essas três referências neste momento são as principais. O João Catarré agora está no meu coração. É o meu pai”.

O atual desafio em Terra Forte, onde integra o núcleo protagonista, exige uma ginástica diária para garantir que os estudos não ficam para trás. Francisca Salgado sublinhou a importância da família e a flexibilidade da estação de Queluz de Baixo na gestão dos horários: “A produção ajuda-me muito com as horas. Porque assim eu não falto à escola. Por exemplo, eu saio da escola às quatro e vou gravar. E as horas são com medidas. Não é um excesso, não é um extremo. Às vezes é stressante porque às vezes eu fico cansada também. Acho que às vezes esse é o problema, que eu quero sempre respeitar tudo. Então para mim, estudar um bocadinho não é o suficiente. Tenho que estudar tudo o que é possível”.

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Apesar da rotina extenuante para uma jovem da sua idade, o balanço ao final do dia é extremamente positivo e feito com maturidade: “É tipo, eu estou cansada, mas ainda bem que estou cansada. Isto é um cansaço bom. Estou a fazer mesmo as coisas que eu gosto com as pessoas que eu gosto. Estou a estudar para ter um futuro. Que sorte que eu tenho, exatamente”.

A conversa terminou com uma incursão pelo futuro e pela paixão de Francisca Salgado pela música. A atriz admitiu escrever canções e cantar covers como hobby, mas confessou o receio de mostrar os seus temas originais ao público, preferindo, por agora, manter o foco na representação: “Eu acho que também, escrever uma música é uma coisa tão pessoal e vulnerável que tu mandas para o mundo e o público aceita como quer. E isso é assustador para mim, porque eu já não estou em personagem, estou em Francisca. E então tudo o que eu passar para as pessoas é assustador, porque são as minhas palavras e os meus sentimentos”.

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