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Governo homenageia Simone de Oliveira com Medalha de Mérito Cultural no Dia Mundial do Teatro

A icónica voz da Desfolhada Portuguesa foi galardoada esta sexta-feira. Com um repertório de mais de 400 canções e um percurso de superação, a artista sublinhou a importância da arte para a civilização.

O Governo português distinguiu esta sexta-feira, 27 de março, a cantora e atriz Simone de Oliveira com a Medalha de Mérito Cultural.

A cerimónia de homenagem decorreu na Casa do Artista, em Lisboa, coincidindo de forma simbólica com a celebração do Dia Mundial do Teatro.

Aos 88 anos de idade, a artista subiu ao palco para agradecer o reconhecimento e deixou um apelo emotivo e direto em defesa do setor em que trabalhou toda a vida. “Portugal precisa de ter mais amor à arte, porque sem cultura não há democracia e sem arte não há civilização”, declarou Simone de Oliveira durante o seu discurso.

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Com uma carreira que se iniciou no final da década de 50 no Centro de Preparação de Artistas da Emissora Nacional, a homenageada conta com um vasto currículo que ultrapassa as fronteiras da música. Para além de um repertório com mais de 400 canções, construiu uma sólida trajetória na representação, somando inúmeras participações de relevo em peças de teatro, filmes e novelas.

Governo homenageia Simone de Oliveira com Medalha de Mérito Cultural no Dia Mundial do Teatro
FOTO: JOÃO MOUTINHO

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A história de Simone de Oliveira confunde-se com a própria história da música nacional, tendo vencido o Festival RTP da Canção em duas ocasiões marcantes que a levaram a representar Portugal no Festival Eurovisão.

A primeira vitória aconteceu em 1965 com o tema Sol de Inverno, mas foi em 1969, em pleno período do Estado Novo, que imortalizou a Desfolhada Portuguesa, cantando a icónica e corajosa frase “quem faz um filho, fá-lo por gosto”.

Nascida em Lisboa a 11 de fevereiro de 1938, filha de pai belga e mãe portuguesa com raízes em São Tomé e Príncipe, a artista superou também vários desafios na sua vida privada, incluindo um casamento marcado por violência doméstica, tornando-se um símbolo de resiliência para muitas mulheres.

Apesar de se ter despedido oficialmente dos palcos da música em 2022, com um concerto no Coliseu dos Recreios, o seu legado permanece intacto e continua a inspirar novas gerações de artistas.

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