Hélder recorda falta de higiene e pandemónio no Secret Story 10: “Pisava uma meia, uma cueca que não eram minhas”
O ex-concorrente revelou no programa dominical da TVI que estava a preparar-se para endurecer as regras de limpeza na casa. O osteopata chocou-se com a falta de organização do grupo.
Hélder foi um dos convidados do programa ‘Em Família’ deste domingo de Páscoa e a sua passagem relâmpago pelo Secret Story 10 esteve no centro da conversa.
Longe do isolamento da Malveira, o ex-concorrente explicou como a sua formação militar chocou de frente com o comportamento relaxado dos restantes moradores.
Questionado por Idevor Mendonça sobre a sua necessidade de rigor e perfeccionismo nas rotinas diárias, Hélder assumiu a sua veia metódica sem rodeios. A experiência na casa mais vigiada do país testou os seus limites de tolerância logo nos primeiros dias de jogo, quando se deparou com a desarrumação generalizada.
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“Os talheres no sítio certo, o guardanapozinho também, o copo também. Eu sou muito perfeccionista. Como eu disse no programa, eu sou militarmente organizado”, afirmou o jovem, revelando que a situação nas rondas iniciais o deixou desconfortável, e admitiu que o isolamento foi o cenário perfeito para se testar a si próprio: “E no programa também. Isso intensificou-se, porque já havia coisas ali que já estavam a ficar fora do meu controlo. Descobri o sítio certo para me desafiar.”
O ex-tenente do exército e osteopata relatou os momentos de tensão gerados pela falta de cuidado dos colegas com o espaço comum e com os pertences dos outros.
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A partilha de quartos e da casa de banho gerou episódios que considerou inaceitáveis. “Nas primeiras semanas tentei sempre conter-me, dada a minha reação àquilo que eu via. Porque aquilo é um pandemónio. Portanto, eu pisava uma meia, pisava uma cueca, que não eram minhas”, atirou o convidado, detalhando a sua estratégia inicial para evitar confrontos abertos: “Eu disse, bem, isto aqui vai correr mal. Mas qual é que era o meu mecanismo de defesa? Era pegar nas coisinhas, levar para o sítio da pessoa, colocar ali mais ao lado, como quem diz: ‘isto aqui é teu, não tem de estar no meu lado, não tenho de pisar as tuas coisas’.”
Apesar dos avisos silenciosos, o cenário não melhorou. O ex-SS10 teve mesmo de intervir quando o desrespeito invadiu o seu próprio espaço de descanso: “Isto foi na primeira semana. À segunda semana eu já via calçado em cima da cama. Eu próprio chegava lá, tirava o calçado da minha cama, não era da deles, era da minha cama. Tirava o calçado, muito gentilmente, e colocava à beira da cama da pessoa. Depois eu recebia um: ‘desculpa Hélder, eu sei que estou com o calçado em cima da tua cama, mas, epá, nem reparei’. Ou seja, tentei sempre não arranjar conflito.”
Mónica Jardim desafiou o concorrente, lembrando os tempos difíceis na recruta, onde até um lençol amarrotado ou um cobertor fora do sítio eram motivos para duras represálias físicas, e a apresentadora questionou Hélder sobre a falta de medidas punitivas contra a desorganização no jogo.
O jovem de Celorico de Basto revelou que já tinha um plano traçado para travar os abusos, mas a votação dos portugueses trocou-lhe as voltas.
“Eu sugeri, eu sugeri [aplicar consequências], só que não me deram tempo. Havia o reverso da moeda, era o castigo físico, era a paragem psicológica, e eu ia começar a dar as cartas. Mas saí”, lamentou o jovem em jeito de conclusão, garantindo que o grupo teria conhecido um Hélder muito diferente se a sua estadia na Malveira se tivesse prolongado.